Por Kleber Santos
O Open Banking mal começou entre os bancos brasileiros e outro desafio, tão ou mais complexo, já surge no horizonte: o Open Insurance, isto é, o sistema aberto no ramo dos seguros. Trata-se do maior projeto de dados e API aberta nesta indústria e, evidentemente, complementa o movimento já iniciado pelo Banco Central no Sistema Financeiro Nacional. São transformações que, cedo ou tarde, iriam acontecer também no setor de seguros, estejam as empresas preparadas ou não, e representam uma grande chance de inovarem e melhorarem a experiência de seus clientes.
Quem encabeça o projeto é a Susep (Superintendência de Seguros Privados). Em sua proposta, é o “compartilhamento padronizado de dados e serviços por meio da abertura e integração de sistemas no âmbito dos mercados de seguros, previdência complementar aberta e capitalização”. O objetivo, evidentemente, é modernizar e simplificar o mercado de seguros, além de colocar o setor em consonância com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Em vigor desde setembro de 2020, ela garante a cada cidadão o direito à portabilidade dos seus dados, demandando ao fornecedor de produtos e serviços o compartilhamento deles quando consentir.
Fonte: O Estado de S. Paulo, em 29.07.2021