Por Samy Dana
Apenas 22% da população brasileira têm acesso ao serviço, caro e de pouca qualidade. Modelos usados em outros países podem servir de inspiração
Ter a cobertura de um plano de saúde é um privilégio de uma minoria. De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), hoje cerca de 47,6 milhões de brasileiros têm plano de saúde. Apesar de o número parecer alto, isso corresponde a apenas 22% da população brasileira, estimada em 207,9 milhões de pessoas, segundo o IBGE.
Esse percentual baixo de adesão é facilmente justificável: basta dar uma olhada nos altíssimos valores das mensalidades dos planos de saúde. O modelo privado de saúde no Brasil é tão oneroso que deu brecha, inclusive, para um mercado paralelo. Hoje, muitas pessoas que não têm condições de arcar com um plano recorrem a empresas que oferecem consultas médicas de baixo valor para casos simples, que são pagas de forma avulsa.
É uma forma paliativa de ter cobertura médica em casos de urgência — por valores acessíveis e sem a necessidade de espera em unidades hospitalares públicas, que sofrem com a constante superlotação. Mas, se a pessoa precisar de tratamentos mais complexos, que dependam de internação ou cirurgia, continuará desprovida de boas opções. A Bloomberg realizou, no ano passado, um levantamento global sobre os sistemas de saúde: o Brasil ficou na lamentável 54ª posição entre 55 países. Os dados usados são de 2014.
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Fonte: O Globo, em 04.09.2017.