Por Vivian Ito
Orestes Pullin, presidente da Unimed do Brasil, avalia que para, garantir a sustentação do setor, é preciso rever a lógica de organização do sistema
Para o presidente da Unimed do Brasil, Orestes Pullin, a polaridade das discussões e a falta de aprofundamento nos problemas do setor de saúde no País têm sido os principais empecilhos para chegar a uma solução real para os gargalos.
Em um cenário onde não há espaço para aumentar os recursos no setor público, mas os custos do mercado privado permanecem elevados, ele aponta como urgente uma discussão mais profunda entre os players para a criação de medidas que diminuam os desperdícios e as fraudes e possam incentivar a atenção primária.
A Unimed do Brasil é a representante institucional das 346 cooperativas da marca, que contam com 18 milhões de beneficiários. Em 2017, a receita total do sistema foi de R$ 69,929 bilhões e o faturamento líquido com planos atingiu R$ 57,289 bilhões.
Porque é preocupante o cenário da saúde?
O Brasil começou a crescer 1%, ou seja, está respirando pela pontinha do nariz, mas ainda não há espaço para aumentar impostos ou o percentual do PIB gasto com saúde. Se não houver uma discussão de que o dinheiro que tem dentro do País é um recurso escasso [para a saúde pública] e que a população tem encontrado dificuldade em contratar plano de saúde – pelo custo –, podemos ter um grande problema na frente. Precisamos de uma discussão não polarizada entre os players da saúde suplementar.
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Fonte: DCI, em 23.04.2018.