O número de beneficiários de planos de saúde vem caindo de forma expressiva nos últimos anos, em consequência do desemprego e da recessão. Desde 2014, quando o setor alcançou o maior total de usuários ao longo do tempo, 50,4 milhões, mais de 3 milhões deixaram o sistema, cerca de metade deles em 2016. A receita e o lucro líquido das empresas, contudo, aumentaram em 2016, respectivamente, 12% (para R$ 182,9 bilhões, incluindo a receita não operacional) e 66% (para R$ 6,4 bilhões), segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Os dados, porém, não refletem a realidade do setor de forma homogênea, de acordo com as operadoras. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) afirma que em seis dos últimos dez anos as empresas fecharam as contas com déficit. Pedro Ramos, diretor da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), pontua que a receita operacional bateu em raquíticos 0,2% do faturamento em 2016.
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Fonte: Valor Econômico, em 28.09.2017.