Por Lígia Formenti
Experiência recente tem mostrado o quanto é necessário fazer ajustes no setor
A notícia ruim já era esperada há pelo menos dois meses. Projeções feitas por entidades de planos de saúde, a partir de dados reunidos pelo setor, já indicavam que o reajuste de planos individuais ficaria bem acima dos 10%. O anúncio feito na semana passada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), fixando o percentual máximo em 15,5%, portanto, não foi uma surpresa – pelo menos, para o governo.
Mas o fato de ser previsível não retira o drama das famílias. A conta da saúde suplementar é uma a mais a subir, ao lado da energia, dos combustíveis e da alimentação. O reajuste será aplicado para contratos de 8 milhões de pessoas, cerca de 17% do mercado. Não há dúvida, porém, de que essa conta também chegará – e em valores ainda maiores – para outras modalidades de planos.
Fonte: JOTA, em 01.06.2022