
O Departamento do Regime de Previdência Complementar publicou, no último dia 14 de setembro, o Relatório Gerencial de Previdência Complementar (RGPC) referente ao primeiro trimestre de 2026.
Entre os principais destaques da edição está a evolução do resultado dos planos das EFPC. Entre março de 2025 e março de 2026, os planos de benefícios passaram de um resultado deficitário de R$ 7,09 bilhões para um resultado superavitário de aproximadamente R$ 24,05 bilhões (resultado agregado de superávit menos déficit). No período, houve redução no número de planos com déficit, enquanto aproximadamente 497 planos apresentaram superávit técnico acumulado.
A rentabilidade acumulada das EFPC entre 2017 e março de 2026 foi de 161,8%, enquanto o segmento aberto registrou 109,7% no mesmo período. Segundo o relatório, a diferença está relacionada a fatores como menores taxas de administração, a finalidade não lucrativa das entidades fechadas, a maior diversificação das carteiras de investimentos e o perfil de longo prazo, mais adequado ao pagamento de benefícios previdenciários.
Outro destaque é o volume de recursos administrados pela previdência complementar, que alcançou R$ 3,35 trilhões no primeiro trimestre de 2026, o equivalente a 26% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Desse montante, o segmento fechado responde por R$ 1,44 trilhão.
Nos últimos 12 meses, até março de 2026, a previdência complementar pagou cerca de R$ 100,55 bilhões em benefícios de prestação única e continuada a aproximadamente 950 mil aposentados e beneficiários. Desse total, 95% foram pagos por EFPC.
A cada trimestre, o RGPC conta ainda com um Suplemento Especial, que aborda temas específicos e relevantes para o segmento. Na 16ª edição, o suplemento trata do Programa de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) nas EFPC.
Clique aqui para acessar o relatório.
Fonte: Abrapp em Foco, em 22.09.2026.