Por Lígia Formenti
Renato Porto comenta proposta de contratos de menor cobertura e afirma que solução para saúde suplementar depende de medidas internas
A proposta da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) de criação de uma modalidade de contrato que ofereça apenas exames e consultas deverá contar com uma forte adversária: a indústria farmacêutica. Presidente da Interfarma, Renato Porto, afirmou que a entidade vai se opor ao modelo, caso o debate ganhe corpo. “Qualquer processo que diminua o desfecho e a qualidade da atenção farmacêutica no Brasil será combatido pela Interfarma. E esse processo, em princípio, precariza o sistema de atenção farmacêutica e de saúde no Brasil”, afirmou.
Nesta entrevista ao JOTA, Porto lembrou que a ideia de criação de um plano de menor cobertura já foi debatida em outras oportunidades. Mas, completou, a proposta sempre foi criticada, em virtude da baixa resolutividade e da pressão que pode levar ao Sistema Único de Saúde.
Fonte: JOTA, em 19.11.2024