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O Plano BS encerrou o mês de julho de 2026 com superávit técnico ajustado de R$ 89 milhões. Esse resultado reflete um conjunto de medidas adotadas pela Fachesf na gestão do plano, como mudanças na estratégia de investimentos, acompanhamento dos ativos e dos compromissos futuros e revisão das premissas atuariais. A evolução econômico-financeira e atuarial do Plano permitiu zerar o contrato com a patrocinadora.
O que esse resultado representa?
O superávit técnico ajustado é um indicador previsto na regulamentação da previdência complementar. Ele considera o resultado do plano e o ajuste de precificação de determinados títulos públicos mantidos até o vencimento.
Na prática, esse indicador mostra que o patrimônio do plano está acima dos compromissos previdenciários previstos para o longo prazo. Para participantes e assistidos, esse cenário representa uma condição patrimonial e atuarial sólida.
Qual era a situação anterior do plano?
Em 2022, o Plano BS registrava uma dívida de R$ 270,3 milhões, assumida integralmente pela patrocinadora. Este foi o valor máximo da operação contratada com a patrocinadora.
Atualizado pelo IPCA até julho de 2026, esse valor corresponderia a aproximadamente R$ 319,7 milhões, considerando uma inflação acumulada de 18,27% no período.
Como a gestão atuarial contribuiu para este resultado?
A Fachesf desenvolveu um monitoramento permanente dos riscos, revisão técnica das premissas, acompanhamento da experiência do plano BS e maior integração entre a gestão atuarial e a gestão dos investimentos.
Um dos pontos importantes foi a implantação de uma abordagem mais estruturada de gestão dos riscos atuariais. A Fundação passou a acompanhar sistematicamente como as principais hipóteses — taxa de juros, mortalidade, inflação, entre outras — estavam se comportando em relação à experiência efetivamente observada no plano e às perspectivas de longo prazo.
O Plano BS chegou a utilizar uma taxa real anual de juros atuarial de 4,50% ao ano. Atualmente, a taxa utilizada é de 5,33% ao ano. A evolução da carteira de investimentos e o trabalho de imunização do passivo passaram a oferecer condições técnicas para sustentar uma taxa maior.
“À primeira vista, a diferença de 0,83 ponto percentual pode parecer pequena, atuarialmente, entretanto, seu efeito é significativo porque a avaliação considera compromissos que se estendem por décadas. A taxa de juros atuarial é utilizada para trazer esses pagamentos futuros a valor presente”, explica o assessor de gestão Atuarial da Fachesf, Sérgio Magalhães.
No caso do Plano BS, estima-se que o efeito acumulado dessa alteração possa alcançar uma redução próxima de R$ 150 milhões no valor das provisões matemáticas, consideradas as condições da avaliação.
Como a estratégia de investimentos contribuiu para o resultado?
Nos últimos três anos, a estratégia de investimentos do Plano BS passou por mudanças para reduzir a exposição às oscilações do mercado, aproximar os investimentos dos compromissos futuros do plano e dar mais previsibilidade ao pagamento dos benefícios.
Em 2023, embora a carteira já tivesse participação relevante em títulos públicos, ainda mantinha exposição significativa a outras classes de ativos sujeitas às variações do mercado. Também havia investimentos vinculados a indicadores diferentes daqueles usados como referência para os compromissos do plano.
Com as mudanças realizadas, o Plano BS acumulou rentabilidade de 37,28% no período, acima dos 30,78% da meta atuarial. Essa diferença representou um ganho de aproximadamente R$ 86 milhões acima da meta.
Os números refletem uma estratégia que busca combinar três aspectos essenciais para a gestão previdenciária: rentabilidade, segurança e liquidez. “Mais importante do que superar a meta em um exercício específico foi construir uma carteira capaz de entregar os retornos necessários com menor exposição a riscos”, afirma Kepler Dias, gerente de Investimentos da Fachesf.
Os resultados alcançados reforçam a solidez do Plano BS e evidenciam a importância de uma gestão integrada entre investimentos e atuária, orientada para a sustentabilidade do plano e para a segurança dos benefícios no longo prazo. “Temos a expectativa que o plano BS feche o ano de 2026 com um superávit ainda maior, mostrando que as decisões tomadas foram corretas e, mais importante, que o resultado deve seguir essa tendência”, declara o Diretor de Administração e Finanças da Fachesf, Felipe Andrade.
Rentabilidade do Plano BS
|
Período |
Rentabilidade |
Meta atuarial |
|
2023 |
12,37% |
9,33% |
|
2024 |
10,14% |
9,55% |
|
2025 |
11,64% |
9,56% |
|
Até jul. 2026 |
7,21% |
6,62% |
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Acumulado |
37,28% |
30,78% |
Fonte: Fachesf, em 17.09.2026.