
Concluído na última sexta, 31 de janeiro, o workshop “Planejamento Estratégico” reuniu cerca de 70 dirigentes membros das Diretorias e Conselhos da Abrapp, Sindapp, UniAbrapp e ICSS, em São Paulo. Com duração de dois dias, a atividade foi conduzida pela Consultoria Nodal de modo a traçar as linhas gerais para a definição das ações estratégicas das Associações no próximo triênio 2020-2022 (clique aqui para ler sobre o primeiro dia do workshop).
“Foram dois dias bem intensos, foi um sucesso absoluto, com forte engajamento e participação de todos os dirigentes que se dispuseram a ficar dois dias trabalhando direto nas principais questões do sistema, nos principais desafios”, disse Luís Ricardo Marcondes Martins, Diretor Presidente da Abrapp.
“Uma frase que sintetiza bem esse planejamento foi aquela proferida pelo Devanir [Silva]: o que nos trouxe até aqui, apesar de contarmos com um produto de excelente padrão, não nos levará adiante. Por isso, temos de buscar grandes ideias para encontrar novas saídas para os desafios”, comentou Luís Ricardo. Ele ressaltou também a participação do Subsecretário de Previdência Complementar, Paulo Valle, que tem desempenhado um importante papel de interlocução com o governo.
O Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, realizou uma palestra com o título ¨Um novo posicionamento para o sistema¨ no segundo dia do workshop. Ele citou o atual contexto de mudanças: novo modelo de trabalho, envelhecimento da população, organizações exponenciais, tecnologia, tendência de maior individualismo e mais espaço para serviços compartilhados. Devanir apresentou então um modelo canvas fazendo um contraponto entre o modelo tradicional de Previdência Complementar e o que ele chamou de Primeira Onda de Inovação - Modelo de Instituídos e Planos Família.
Em seguida, o Superintendente Geral perguntou: e qual seria a próxima onda? Ele destacou algumas tendências para o modelo que está por vir com a proposta de um “Novo Design das EFPC - Operadora de planos para construção de patrimônio”. E destacou ainda a necessidade das entidades assumirem um novo papel, de aconselhadores financeiros com foco no ciclo de vida. Para isso, as lideranças de Diretores e Conselheiros devem ter atitude empreendedora e visão estratégica.
Mandala - Durante o segundo dia do Planejamento, os participantes do workshop se dedicaram a construir uma Agenda Estratégica, que foi dividida em seis dimensões: visão de negócio; sustentabilidade do legado; expansão e competitividade do sistema; cultura e construção de patrimônio futuro; fortalecimento da governança e qualificação profissional; e valorização do ambiente associativo. Graficamente, as seis dimensões formaram uma mandala para facilitar a visualização das relações entre si (imagem acima).
Os grupos definiram de 3 a 5 objetivos estratégicos para cada uma das dimensões. Além dos objetivos, os participantes tinham ainda a liberdade de propor “ideias malucas” para cada uma das dimensões, com o objetivo de deixar a criatividade e a inspiração atuarem para se propor soluções “fora da caixa”.
Ainda não foi finalizada a redação de todos os objetivos até o final do workshop, que será realizada nos próximos dias, porém, em cada um dos grupos se destacaram os principais objetivos e ideias. Em visão de negócio, por exemplo, que é uma dimensão voltada para as entidades, destacou-se o objetivo de rever o marco regulatório e fiscalizatório para viabilizar o fomento. Também voltado para as entidades, a sustentabilidade do legado ressaltou o objetivo de intensificar ou desenvolver a utilização de soluções compartilhadas através da Abrapp, com a criação de sistemas de processamento, contabilidade, arrecadação e pagamentos.
Na dimensão de expansão e competitividade do sistema, que foi voltado para o governo e sociedade civil, os objetivos elencados foram alterar a legislação tributária, atuando junto aos poderes públicos de forma a incentivar a poupança de longo prazo, flexibilizar e simplificar marco regulatório e arcabouço legal; comunicar com eficiência e eficácia, em discurso direto e objetivo, com todos os públicos, com emprego de produtos tecnológicos, e reduzir diferenças tributárias e de governança entre entidades abertas e fechadas.
Em cultura e construção de patrimônio futuro, para o indivíduo e sociedade em geral, foi proposta uma fintech para processos bancários. Para o fortalecimento da governança e qualificação profissional, que foi uma dimensão voltada para lideranças e profissionais, foi proposta a viabilização de capacitação com baixo custo via UniAbrapp (descentralizada). E por último, em valorização do ambiente associativo, foi proposto o aperfeiçoamento do modelo das Comissões Técnicas. Todo o material será sistematizado e servirá de base para se traçar as ações estratégicas para o próximo triênio.
Fonte: Acontece Abrapp, em 04.02.2020.