Os dois maiores planos administrados pela Petros, o Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP), de benefício definido, e o Plano Petros-2 (PP-2), de contribuição variável, encerraram o terceiro trimestre com desempenho superior à meta atuarial. Enquanto os investimentos do PPSP registraram alta de 8,51% de janeiro a setembro, acima dos 6,22% projetados para o período, os do PP-2 avançaram 8,18%, ultrapassando o objetivo de 6,10%. Em função da boa performance, os planos somaram resultado líquido de R$ 5,5 bilhões nos investimentos, sendo R$ 4,250 bilhões do PPSP e R$ 1,250 bilhão do PP-2.
No PPSP, plano maduro que necessita de maior liquidez, o destaque foi a renda fixa, que concentra pouco mais da metade dos ativos do plano e avançou 12,68%, bem acima do CDI (8,03%). O desempenho dessa carteira foi puxado pelos títulos públicos, que acumularam rentabilidade de 13,38%. Na sequência, a renda variável também contribuiu para o resultado, registrando alta de 11,70%, impulsionada pelo segmento de participações mobiliárias, que cresceu 11,43% de janeiro a setembro. Com forte alta de 34,77%, as ações de Itaúsa foram responsáveis pelo avanço da carteira, refletindo o movimento positivo da Bovespa, influenciada pelas expectativas de melhora da economia, como a desaceleração da inflação e os juros em queda.
Já o desempenho do PP-2 também teve forte influência dos títulos públicos, que têm 71% de representatividade nos investimentos do plano e renderam 6,76% de janeiro a setembro – o crescimento foi menor do que no PPSP porque, como o PP-2 é um plano mais jovem e não tem necessidade de liquidez imediata, os papéis são marcados na curva, com valor calculado até o vencimento. Também contribuíram para o resultado os investimentos em renda variável, com alta de 12,45% no período, em função do impacto positivo da alta de Itaúsa, e a performance dos fundos de ações (aplicações em ações com alta liquidez e maior facilidade de negociação), que renderam 15,95% no período.
Fonte: Petros, em 22.11.2017.