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Palestrantes Clarice Coppetti, diretora executiva de Assuntos Corporativos da Petrobras; Ana Tereza Basílio, presidente da OAB/RJ;
e Fernanda Pogliese, diretora jurídica da Energisa. Débora Rocha, coordenadora jurídica da Petros, e Ana Carolina Pessanha, gerente de Contencioso da Petros
A importância de ampliar a presença das mulheres em posições estratégicas no mundo corporativo foi tema da segunda edição do IntegraJUR, evento promovido pela Petros nesta terça-feira (24/2). O encontro, que visa fortalecer práticas jurídicas e fomentar a troca de experiências, reuniu profissionais de referência em seus setores de atuação em um rico debate sobre equidade de gênero em cargos de liderança para construir ambientes mais inclusivos nas instituições.
Com o tema “Liderança Feminina no Mundo Corporativo: Conquistas e Perspectivas”, o evento contou com a participação de Clarice Coppetti, diretora executiva de Assuntos Corporativos da Petrobras; Ana Tereza Basílio, presidente da OAB/RJ; e Fernanda Pogliese, diretora jurídica da Energisa. Débora Rocha, coordenadora jurídica da Petros, e Ana Carolina Pessanha, gerente de Contencioso da Petros, atuaram como mestre de cerimônias e mediadora do evento, respectivamente.
Na abertura, o presidente da Petros, Marcelo Farinha, ressaltou a importância do debate. “Ao longo das últimas décadas, as mulheres ampliaram a sua presença nos espaços de decisão, transformaram organizações, qualificaram o debate público e demonstraram que diversidade é valor estratégico. Valorizar a liderança feminina é fortalecer as organizações e contribuir para uma sociedade mais equilibrada, na qual homens e mulheres avancem juntos com as mesmas oportunidades”, frisou.
Durante o painel, Clarice destacou a inclusão de metas de diversidade no scorecard da remuneração variável da diretoria executiva da Petrobras, que passou a compor o conjunto de indicadores que influenciam o cálculo final. “Hoje, a remuneração variável da alta liderança também considera esses indicadores. Isso é resultado de um processo estruturado e de uma decisão estratégica da companhia”, afirmou.
Já Ana Tereza reforçou que a pauta de gênero está ligada à eficiência e à democracia. “Igualdade de gênero é eficiência. 51,8% das pessoas inscritas na OAB são mulheres, mas ainda temos baixa representatividade nos tribunais”. Fernanda Pogliese encerrou o painel com uma reflexão: “Estamos trabalhando na construção de um ambiente estratégico mais igualitário e menos discriminatório. O que desejo para as que estão chegando é que liderança feminina não seja mais uma questão, mas apenas liderança".
Na Petros, de um total de 404 empregados, 51% é composto por mulheres e, nos cargos de chefia, elas representam 39% do quadro. Os números refletem o compromisso permanente com a diversidade, a equidade e a inclusão, reconhecido, inclusive, por selos e programas nacionais de referência, e reforçam a importância desse trabalho para evoluirmos cada vez mais, especialmente em posições de liderança.
Fonte: Petros, em 02.03.2026.