A Petros encerrou 2018 com retorno líquido de R$ 6,02 bilhões nos investimentos e patrimônio total de R$ 90,8 bilhões - que representa crescimento de 4% em relação ao ano anterior. Respondendo por parte significativa deste desempenho, o Plano Petros-2 (PP-2), de Contribuição Variável (CV), com patrimônio de R$ 22,1 bilhões, registrou ganho líquido de R$ 2,38 bilhões nos investimentos – com rentabilidade no ano de 12,38%, superior à meta atuarial de 9,35%. O plano fechou o exercício com superávit acumulado de R$ 291 milhões, informa comunicado.
Os planos Petros do Sistema Petrobras – Repactuados (PPSP-R) e Não Repactuados (PPSP-NR), de Benefício Definido (BD), encerraram o ano com déficits acumulados de R$ 5,56 bilhões e R$ 2,83 bilhões, respectivamente. O aumento do déficit se deve, sobretudo, ao fato de os planos apresentarem insuficiência recorrente de recursos, frente aos seus passivos. Soma-se a isso o acréscimo das contingências para pagamento de ações judiciais. Houve ainda o impacto negativo da suspensão do pagamento de parte das contribuições extras do plano de equacionamento de déficit, por força das liminares concedidas nas ações movidas por participantes.
Gestão ativa - Em 2018, a partir da estratégia de gestão ativa dos investimentos em renda fixa, para aproveitar as oportunidades surgidas com a volatilidade no período pré-eleições, foram negociados cerca de R$ 15 bilhões em títulos públicos. O cenário base da política de investimentos, aprovada no fim de 2017, se materializou ao longo de 2018. Uma candidatura alinhada às reformas saiu-se vitoriosa e os juros da economia cairiam. No momento em que as previsões se concretizaram, a fundação estava bem posicionada para capturar ganhos relevantes no segmento.
Fonte: Acontece Abrapp, em 01.04.2019.