De cancelamento de viagem a intoxicação alimentar, o seguro viagem cobre diversos imprevistos e costuma representar apenas 2% dos custos do pacote de viagens
Viajar exige organização de tempo e recursos, e um único imprevisto pode impactar ambos. Cancelamentos, acidentes durante passeios e intoxicações alimentares estão entre os contratempos mais frequentes. Diante desses riscos, o custo da proteção é mínimo: segundo a Omint Seguros, o seguro viagem representa, em média, apenas 2% do valor total de uma viagem de 10 dias, enquanto os 98% restantes concentram-se em passagens, hospedagem, alimentação e experiências.
Esse cenário contribui para explicar o aumento da demanda e a maior percepção de valor por parte dos viajantes. Dados acumulados até novembro de 2025, divulgados pela FenaPrevi, mostram que o seguro viagem movimentou R$ 915 milhões em receitas no setor, registrando crescimento de 6% em comparação ao mesmo período de 2024. Na prática, o seguro viagem atua como uma rede de suporte para enfrentar imprevistos ao longo da jornada, oferecendo cobertura para situações como:
1. Cancelamento ou atraso de voo
Mudanças de última hora estão entre as principais fontes de estresse para quem viaja. Além de falhas operacionais das companhias aéreas, situações pessoais também podem impedir o embarque, como demissão involuntária, cancelamento de férias, recusa de visto ou divórcio, resultando em perdas financeiras com passagens e hospedagens já contratadas.
“O seguro viagem não impede que imprevistos aconteçam, mas o Omint Seguro Viagem, por exemplo, conta com 17 coberturas para situações que exigem o cancelamento da viagem. Nesses casos, é possível solicitar o reembolso de despesas já pagas e não utilizadas, reduzindo os prejuízos financeiros”, explica Anna Angotti, gerente de Seguros de Vida Individual e de Viagem da Omint.
2. Extravio de bagagem
Em 2024, as bagagens atrasadas concentraram 74% dos casos de extravio no mundo, segundo o mais recente relatório do SITA, referência global em dados do setor aéreo. A maioria das ocorrências tem origem nas conexões: falhas no processo de transferência entre voos responderam por 41% das malas que não acompanharam os passageiros, especialmente em escalas curtas ou em itinerários operados por companhias diferentes.
Para o viajante, o impacto é imediato. A ausência de itens pessoais logo na chegada costuma gerar gastos não previstos e exigir ajustes no planejamento, sobretudo em viagens curtas ou a trabalho. Nessas situações, a indenização ou o auxílio emergencial previstos no seguro viagem funcionam como um suporte temporário até a localização da bagagem, evitando que o imprevisto comprometa a experiência e o orçamento da viagem.
3. Passeio que termina em acidente
Passeios que envolvem esportes amadores, como caiaque, hipismo, snowboard e mergulho subaquático, têm ganhado cada vez mais espaço nos roteiros turísticos. O aumento da popularidade, no entanto, vem acompanhado de riscos que exigem atenção.
“É fundamental que o viajante informe previamente quais atividades pretende realizar. Nem todo seguro contempla esportes de lazer, e essa verificação evita surpresas em caso de acidente. Em modalidades como snowboard e esqui, por exemplo, a cobertura costuma ser válida apenas em pistas regulamentadas”, orienta Angotti.
Em situações mais graves, o seguro viagem pode incluir cobertura para traslado médico, quando, por recomendação médica, o paciente precisa ser transportado de volta ao país de origem, conforme as condições previstas em contrato.
4. Intoxicação alimentar
Experimentar a gastronomia local está entre os momentos mais aguardados de qualquer viagem. No entanto, mudanças nos hábitos alimentares, no preparo dos alimentos e no uso de temperos podem provocar intoxicações e mal-estar.
Além do desconforto, o atendimento médico fora do Brasil pode gerar custos elevados, especialmente em destinos como os Estados Unidos e países europeus, onde até consultas e exames simples alcançam valores expressivos.
5. Contaminação por água
Em muitos destinos internacionais, a água da torneira não é considerada potável. O consumo inadequado pode causar cólicas intensas, infecções intestinais e quadros de desidratação. Mesmo ocorrências aparentemente simples podem demandar atendimento médico, uso de medicamentos ou até internação, o que reforça a importância de contar com acesso rápido à rede de saúde local durante a viagem.
6. Problemas odontológicos
Emergências odontológicas também podem surgir de forma inesperada durante a viagem, desde uma dor aguda até fraturas dentárias após quedas ou acidentes. Longe de casa, encontrar atendimento rápido e com custo acessível nem sempre é uma tarefa fácil.
Nesses casos, o seguro viagem oferece cobertura odontológica de urgência, garantindo atendimento em rede credenciada para controle da dor e realização de procedimentos emergenciais. Assim, a cobertura evita que um problema aparentemente simples comprometa dias de passeio e gere despesas não previstas no orçamento.
Fonte: Tamer, em 09.03.2026