Perfil Conservador terminou o ano de 2022 com rendimento de 13,66% (bruto), equivalente a 1,07% ao mês, rendimento bem acima da prévia da inflação do período, indicada pelo IPCA-15, que encerrou o ano com 5,90%. O resultado obtido nos últimos 12 meses pelo perfil é também superior aos principais indicadores do mercado financeiro: CDI, Ibovespa (bolsa brasileira), S&P500 (bolsa americana), IHFA (Índice Hedge Fund Anbima), IRF-M (Índice de Renda Fixa do Mercado), IMAB (Índice do desempenho de títulos públicos indexado a inflação), IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários) e Dólar (moeda americana).
O ano de 2022 foi bastante desafiador para os investidores. Esses desafios não foram sentidos apenas no Brasil. Com os impactos subsequentes da pandemia de covid-19 e da guerra ucraniana, toda a economia global sentiu as consequências dos acontecimentos ao longo do ano.
No geral, todos esses desafios contribuíram para um cenário de desaceleração da economia global. Até países mais desenvolvidos foram afetados, EUA e países da União Europeia sofreram fortemente com a pressão dos preços de commodities e consequentemente pela pressão inflacionária.
Contudo, nada assustou mais os mercados financeiros globais do que os índices de inflação ao longo do globo. Nos Estados Unidos, por exemplo, a inflação atingiu o patamar recorde em 40 anos, quando chegou a 9,1% acumulados em 12 meses, em junho. A Europa e o Brasil, além de outros mercados, sofreram com efeitos semelhantes.
Quando ocorre um aumento no nível de inflação, é comum que as entidades monetárias dos países tomem medidas para conter o avanço dos preços. No caso do Brasil, a principal estratégia adotada pelo Banco Central (Bacen) é o aumento da taxa Selic. Nos demais países esse movimento foi semelhante.
O patamar da Selic alcançado em 2022 foi o maior desde novembro de 2016. Com isso, o CDI acumulado no ano passado foi de 12.39%. Nos EUA, após cinco aumentos consecutivos na taxa de juros americana, a taxa básica de juros desse país encerrou em 4,5% a.a.
Esse cenário de juros mais altos reduziu o apetite de risco dos investidores para os ativos de risco e as bolsas do mundo todo apresentaram performance bastante ruim. O Ibovespa (bolsa brasileira) acabou sendo o destaque positivo no ano, contudo bem abaixo da taxa básica de juros, conforme pode ser observado no quadro abaixo:
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Mas, não foram apenas os ativos de bolsa que performaram mal. No Brasil, diversas classes de ativos apresentaram performance abaixo do CDI. Assim, o perfil Conservador foi o grande destaque no ano de 2022, com rentabilidade bruta de 13,66% (bruto), superando todos os principais indicadores de mercado. Contudo, todos os demais perfis apresentaram performance bastante positiva quando comparados aos indicadores (benchmarks) de mercado, conforme pode ser observado na tabela abaixo:
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Fonte: Sebrae Previdência, em 09.01.2023.