Em setembro, a carteira consolidada do Instituto superou o CDI, o Ibovespa (Bolsa brasileira) e a S&P500 (Bolsa note americana).
No último mês, aumentou-se a expectativa do mercado em relação a um duro aperto monetário e uma forte desaceleração da economia global. Com isso, a volatilidade seguiu elevada nos mercados internacionais, principalmente na Europa. A guerra na Ucrânia recrudesceu com um Putin acuado pelas reconquistas de territórios do oponente, o que motivou atritos entre a Rússia e os países da União Europeia. A inflação continuou castigando os países do bloco, que também elevaram os juros em setembro, sendo acompanhados por outros países, inclusive emergentes, em todo o planeta.
Enquanto os Bancos Centrais ao redor do mundo seguiam na sua batalha de controle de inflação via o aumento expressivo de taxas de juros, esse movimento no Brasil já mostra indícios de ter chegado próximo do fim. Dessa forma, o BC brasileiro optou pela manutenção da taxa Selic no último mês, o que seguiu trazendo ânimo aos setores mais sensíveis à juros e a economia doméstica.
Em função desse cenário, daqui para frente, de um maior ciclo de aperto monetário na Europa e nos Estados Unidos do que no Brasil, é que as ações brasileiras continuaram a superar os mercados globais em setembro. Em reais, o Ibovespa subiu ligeiramente +0,5% e, em dólares, caiu -3,6%. No acumulado do ano, o Brasil continua sendo o principal mercado com melhor desempenho, com retorno de +5% em reais e +7,9% em dólares. Em comparação, o S&P 500 caiu -9,3% no mês passado e -24,8% no acumulado do ano.
Mais adiante, se os riscos de recessão continuarem a atingir patamares mais elevados nas diversas economias do mundo ou até mesmo se materializarem, os preços de commodities podem cair e afetar negativamente a bolsa brasileira (Ibovespa). Recentemente, as estimativas de lucros das empresas já começaram a ser ligeiramente revisadas para baixo, em meio aos temores de recessão. Portanto, um dos principais riscos que vemos é se os mercados começarem a precificar uma chance maior de uma desacelaração global, o que poderia levar a uma redução mais acentuada nas projeções de lucros das empresas.
Então, no mês corrente, não elevamos nossa exposição aos ativos de risco nos perfis que permitem, apesar de acreditarmos que existem muitas oportunidades e a definição a eleição pode reduzir a aversão ao risco no preços dos ativos do nosso mercado. De maneira geral nossos gestores seguem com posições que se privilegiam da queda de juros nos mercados futuros no Brasil e mantém posições que se privilegiam do cenário de subida da curva de juros nos EUA. Em relação a Bolsa, mantemos as posições que foram feitas ao final do mês de julho.
Considerando a enorme volatilidade que os preços dos ativos têm sofrido ao longo do ano, a performance dos nossos perfis continuam bastante positivas, vide o quadro abaixo, e acreditamos que isso deve continuar:

Victor Hohl
Diretor de Investimentos do Sebrae Previdência.
Fonte: Sebrae Previdência, em 04.10.2022.