O que é importante saber
1. A diversificação geográfica do Seguro Rural é o caminho para reduzir a concentração de riscos numa só região e, em consequência, atenuar os danos gerados pelos extremos climáticos
Em síntese, é o que trata reportagem publicada no site The AgriBiz, em 28 de dezembro de 2023. A matéria projeta um ano mais tranquilo em 2024, dada a perspectiva de maior arrecadação de prêmios e a pulverização da safra segurada em diferentes biomas.
2. A meta é baixar as elevadas taxas de sinistralidade com as quais conviveu o mercado nos últimos três anos, tendo em vista o fato de metade de sua arrecadação estar concentrada na Região Sul, área duramente afetada pelas secas agravadas pelo fenômeno La Nina
Apenas entre 2021, a arrecadação de prêmios do Seguro Rural subiu 40%, mas fechou com um rombo de R$ 3 bilhões, em razão do clima extremo, assinala a reportagem. Nas últimas três safras, chuvas e , principalmente, secas severas resultaram em indenizações de mais de R$ 6 bilhões nas áreas seguradas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná.
3. O protagonismo do El Niño (sucedendo a La Nina) cria uma nova dinâmica em relação aos sinistros, porque altera o CEP do regime de chuvas e das estiagens
A expectativa é que a Região Sul tenha uma colheita mais vistosa, apesar das chuvas intensas entre o fim do ano e começo de 2024. A participação crescente da região Centro-Oeste e do Norte faz parte da estratégia do mercado segurador de não colocar todos os ovos na mesma cesta. Apesar disso, já há algum avanço na taxa de sinistralidade da região. Por ora, as ocorrências tratam da cobertura de replantio no Centro-Oeste, por irregularidades no regime de chuvas, e seus custos englobam despesas com a recompra de sementes e manejo para o plantio.
4. O ramo de Seguro Rural deve alcançar em 2024 uma receita 23% acima do montante do ano passado, quando apresentou alta de 5% sobre o exercício imediatamente anterior
A fixação do valor da subvenção do Seguro Rural na safra 23/24 é ainda fundamental para confirmar as projeções do mercado.
Fonte: CNseg, em 08.01.2024