Por Talita Lima Munaretto
Trabalhar com empresas é fazer um exercício constante de imaginação. Os balanços, planilhas e relatórios apenas quantificam uma realidade que em 70% das vezes não vemos a olho nu. Bons profissionais da área empresarial são aqueles que conseguem trazer para hoje uma realidade que quer ser alcançada. Já profissionais excepcionais são aqueles que conseguem fazer o mesmo exercício, mas sob uma preceptiva de cenário favorável ou caótico, afinal, o futuro sempre guarda algumas surpresas. Dentro desta lógica, os advogados são essenciais, especialmente para se fazer o exercício imagético de “como o negócio ficará quando um dos sócios vier a faltar?”.
Arrisco sem medo: mais de 80% dos sócios das sociedades limitadas brasileiras nunca pararam para pensar, e nem foram aconselhados a pensar, sobre a perenidade do negócio em caso de falecimento de um deles. Mas essa omissão pode custar caro, podendo custar até mesmo a sobrevivência do negócio que – não raras vezes – foi construído a duras penas e ainda – em muitos casos – será o mantenedor da família do de cujus.
Fonte: ConJur, em 14.03.2025