Por Renée Pereira e Luciana Dyniewicz
Com rentabilidade negativa, alguns planos podem exigir aportes extras de participantes
Os fundos de pensão foram pegos no contrapé pela pandemia do coronavírus. Com um patrimônio equivalente a 13% do Produto Interno Bruto (PIB) e pagamentos anuais de R$ 60 bilhões aos participantes, eles vinham reduzindo de forma significante seus déficits, que, no agregado, passaram de R$ 76 milhões em 2015 para R$ R$ 26 milhões no ano passado. Com a queda na Bolsa decorrente da pandemia – o Ibovespa recuou 26% no acumulado do ano -–, no entanto, o sinal de alerta se acendeu e alguns voltaram a verificar resultados negativos.
Maior fundo de pensão do País, o Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, teve retorno negativo de 12,4% em um de seus planos no primeiro trimestre, com déficit de R$ 23,6 bilhões. Em entrevista recente ao Estadão, o diretor de investimentos do fundo, Marcelo Wagner, admitiu a possibilidade de fechar o ano sem bater a meta de rentabilidade. “É possível que isso aconteça com todo o segmento (de fundos de pensão)”, disse.
Fonte: O Estado de S. Paulo, em 01.06.2020