Luiz da Penha, Diretor Financeiro e de Administração da Fachesf, introduziu o painel sobre investimentos no agronegócio, constatando a importância dos setores de agricultura e pecuária para o país. Ponderou, porém, que apesar da ampla participação do agronegócio para o PIB da economia doméstica, persiste a baixa participação das entidades fechadas e dos investidores do mercado de capitais no financiamento de suas atividades.
Cleidison Rangel, Diretor de Investimentos da Hancock Asset Management Brasil, apontou que em mercados mais maduros como nos EUA, os fundos de previdência alocam entre 3% a 5% de suas carteiras em fundos florestais. Abordou ainda o potencial e a pujança do crescimento do agronegócio no Brasil mesmo em períodos de estresse político e recessão na economia. O setor florestal brasileiro vem registrando um crescimento muito favorável, alcançando o posto de mercado mais produtivo em todo o mundo. "É um setor que tem uma forte sinergia com o segmento de investidores institucionais e uma importante alternativa em um cenário de juros baixos", disse.
Antônio da Luz, Vice Presidente da Comissão de Política Agrícola da CNA, disse que o agronegócio continua crescendo e precisa de mais crédito. Explicou que o custo dos recursos financiados não são baixos, pois mesmo provenientes do sistema de crédito agrícola, podem chegar a 271% do CDI - considerando as taxas intermediárias inclusas. "Temos de pensar em veículos adequados que sejam bons para os investidores e que ajudem a financiar o agronegócio", comentou Antônio da Luz. A Abrapp e a CNA mantém um Grupo de Trabalho conjunto para elaborar propostas para a criação de veículos de investimentos para permitir a alocação de ativos das entidades fechadas no setor do agronegócio.
José Ângelo Mazillo Jr, Secretário-Adjunto de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, explicou as iniciativas do governo para o fomento do mercado de crédito para o agronegócio. Para isso, será necessário desenhar veículos adequados com custos reduzidos e processos simplificados para buscar maior eficiência do mercado. "Precisamos de veículos adequados, com informações suficientes e segurança jurídica", comentou. Ele explicou que será editada uma MP do Agronegócio que terá como uma das propostas, a regulamentação de CPRs e títulos do agronegócio.
O seminário continua nesta quarta, 28 de agosto, e conta com o patrocínio cota black da S&P Dow Jones Índices; cota ouro da BNP Paribas, BTG Pactual, Captalys, CEM Benchmarking, Franklin Templeton, Integral BREI, Hancock Asset Management, J.P. Morgan, Kadima, Sparta, StepStone, TAG, Vanguard e Vinci Partners; cota bronze da AF Invest, HIX, Legg Mason, SulAmérica Investimentos e Way Investimentos; e apoio da Aditus, ARX, Bahia Asset Management, Binswanger, Meta, Miles Capital, Novus e Truxt Investimentos.
Fonte: Acontece Abrapp, em 28.08.2019.