Dados da BB Seguros mostram que danos elétricos lideram acionamentos do seguro residencial, seguidos por vazamentos e eventos climáticos, como vendavais e granizo

Emerson Nagata, Superintendente de Negócios e Soluções de Danos da Brasilseg
Os principais riscos enfrentados pelas residências brasileiras já não são os mesmos de alguns anos atrás. Se antes incêndios e roubos concentravam grande parte das preocupações, hoje oscilações na rede elétrica, vazamentos hidráulicos e eventos climáticos cada vez mais intensos passaram a ocupar esse espaço, refletindo uma nova realidade para quem busca proteger o patrimônio.
Números da BB Seguros, ajudam a ilustrar essa transformação. Entre janeiro e julho de 2026, o Seguro Residencial da companhia registrou mais de 13,5 mil acionamentos, que resultaram no pagamento de aproximadamente R$ 47 milhões em indenizações. A principal causa dos acionamentos foram os danos elétricos, que representam cerca de 66% do total.
Na sequência, aparecem os danos provocados por água, como vazamentos e rompimentos de tubulações. Já os eventos climáticos, categoria que engloba vendavais, granizo, ciclones, tornados e furacões, também estão entre as principais causas de acionamentos e pagamentos aos segurados.
O cenário acompanha uma realidade cada vez mais presente no país. A combinação entre mudanças climáticas, maior frequência de eventos extremos e residências cada vez mais dependentes de equipamentos eletrônicos, amplia a exposição das famílias a prejuízos financeiros decorrentes de situações que, muitas vezes, acontecem sem qualquer aviso.
Segundo Emerson Nagata, Superintendente de Negócios e Soluções de Danos da Brasilseg, uma empresa BB Seguros, os dados revelam uma mudança importante no perfil dos riscos enfrentados pelos brasileiros. "Anos atrás, o seguro residencial era contratado principalmente para situações mais graves, como incêndios ou roubos. Hoje, os dados mostram uma realidade bem diferente, colocando os imprevistos que colocam em risco o pleno funcionamento da casa no topo das preocupações. Órgãos de monitoramento têm apontado o aumento da intensidade de eventos climáticos extremos e reforçado a necessidade de medidas de adaptação e prevenção”, destaca.
Além da maior incidência desses eventos, outro fator ajuda a explicar esse movimento: a transformação das próprias residências. “Com o avanço do home office, da automação residencial e da presença crescente de eletrodomésticos, computadores, sistemas de segurança e dispositivos conectados, qualquer interrupção no fornecimento de energia ou descarga elétrica pode provocar prejuízos relevantes. Isso exige uma nova forma de pensar a proteção do patrimônio. Hoje, mais do que indenizar um prejuízo, o seguro tem um papel importante na gestão de riscos, oferecendo assistências, orientação e suporte para que o cliente consiga reduzir os impactos de situações inesperadas”, diz Nagata, que destaca esse cenário como um reforço à importância de combinar proteção financeira com prevenção.
Embora muitos imprevistos não possam ser evitados, algumas medidas simples ajudam a reduzir riscos e minimizar prejuízos dentro de casa. Entre elas estão manter a instalação elétrica revisada e em boas condições, evitar sobrecarga em tomadas e extensões, realizar manutenção preventiva em telhados e calhas, e verificar periodicamente encanamentos e conexões hidráulicas.
Fonte: BB Seguros/FSB, em 09.09.2026.