Por Luís Ricardo Martins
A previdência complementar fechada vive um momento especialmente desafiador. Depois de mostrar mais uma vez sua solidez e resiliência diante dos impactos da pandemia do coronavírus, o sistema vê-se agora diante da enorme exigência de inovar, de pensar e agir de forma diferente via novas práticas e produtos.
A demanda de grandes dimensões que surgiu depois da reforma da Previdência nos mostrou, de forma inequívoca, a necessidade inovar. O anúncio da reforma deixou ainda mais claro, para a classe média e públicos de maior rendimento em geral, que a Previdência Social existe para fornecer apenas a renda básica, geralmente insuficiente para manter na aposentadoria padrões mais elevados de consumo. Incapaz, é claro, de preservar melhores condições financeiras nesses novos tempos em que a vida se estende por mais tempo.
Fonte: O Estado de S. Paulo, em 05.10.2020