Março de 2020 ficará marcado na história como o mês em que enfrentamos uma tempestade perfeita. Uma doença até então desconhecida, concentrada em uma região da China, se espalhou pelo planeta. A velocidade do contágio e a severidade da doença tornaram evidente que o mundo não estava preparado para enfrentar aquela que seria conhecida como a pior pandemia, desde a gripe espanhola, em 1918.
A pandemia de coronavírus impactou não só a saúde e o dia-a-dia das pessoas, mas também as economias ao redor do globo. Com o objetivo de diminuir o contágio e preparar os sistemas de saúde para lidar com os casos mais severos, foram adotadas medidas restritivas à circulação de pessoas, inéditas em tempos de paz, tais como o fechamento de fronteiras, de locais turísticos, de museus e afins, a proibição de viagens internacionais, bem como a proibição de eventos, festas, shows e quaisquer tipos de aglomeração de pessoas. Por fim, vários países e alguns estados e municípios brasileiros decretaram o isolamento social, com a paralisação das atividades econômicas, o fechamento de escolas e a interrupção de serviços não essenciais.
Essas restrições vêm se refletindo na atividade econômica de forma aguda e de difícil mensuração. A incerteza em relação ao futuro da economia acaba refletindo de forma negativa nas cotações e preços dos ativos financeiros em geral e, por consequência, nos que compõem a carteira dos planos administrados pela Centrus.
Tudo isso ocorreu em uma economia que, até então, começava a retomar o ritmo de crescimento, com juros em patamares mínimos históricos, propiciando a mudança do perfil das carteiras dos planos administrados, com a inclusão de novos segmentos de aplicação e de novos ativos.
A magnitude da crise nos instrumentos financeiros foi tão aguda que ativos considerados como hedge (proteção), tais como fundos multimercados e ativos do segmento investimento no exterior, também sofreram forte depreciação.
Por entendermos que os fundamentos de longo prazo dos investimentos realizados pelos planos administrados sofreram pouca alteração, decidimos manter as posições, com ajustes pontuais, especialmente porque, passada a crise, a recuperação dos preços dos ativos se materializará. As estratégias de diversificação e a busca pelo uso eficiente do risco permanecem.
Esse entendimento é reforçado pelos estímulos fiscais e monetários sem precedentes levados a efeito pelas principais economias, em esforço dos governos para mitigar os impactos econômicos adversos que serão causados ao setor real, principalmente, pela destruição de emprego e renda.
Os planos administrados pela Centrus continuam com sólida estrutura. A posição confortável em caixa de todos eles permite o cumprimento, com folga, das suas obrigações atuariais, bem como, assim que o cenário estiver menos nebuloso, o reforço dos investimentos em segmentos e ativos que foram desproporcionalmente atingidos durante a crise.
Fonte: Centrus, em 06.04.2020