Por Bernardo Franke Dahinten
Compilado dos desafios regulatórios a serem enfrentados pelos planos de saúde em 2025
Os últimos anos têm sido especialmente problemáticos para o setor da saúde suplementar no Brasil. Diversos fatores, combinados ou isoladamente, colocaram (e ainda colocam) a sustentabilidade deste mercado em risco. Dentre esses fatores, podemos citar, apenas para exemplificar, a implacável judicialização (constantemente ampliando as obrigações dos planos de saúde); a crescente sinistralidade (os custos com os serviços assistenciais acabam praticamente empatando e, por vezes, superando os valores arrecadados com as mensalidades); a incorporação de novos tratamentos e tecnologias (alguns, com valores milionários); as fraudes (fala-se em prejuízo de bilhões de reais); as constantes ampliações do rol de coberturas obrigatórias; e a explosão dos casos de pacientes pediátricos diagnosticados com TEA - transtorno do espectro autista.
Haja resiliência, capacidade de adaptação, superação e inovação para sobreviver nesse mercado! Mesmo com esses predicados, já é um cenário difícil. Sem eles, a sobrevivência é praticamente impossível, tamanhos os desafios impostos e que surgem de todos os lados. É isso que os últimos anos mostraram. Os números, aliás, não mentem. São cada vez menos operadoras de planos de saúde ativas no país: de acordo com os dados oficiais da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar, em dezembro/2000, eram mais de 2.000 operadoras em atividade no país; em dezembro/2024, cerca de 870. Se considerarmos apenas as operadoras com beneficiários, esse número cai para algo em torno de 670 operadoras. E a tendência é que essa redução continue.
Fonte: Migalhas, 17.03.2025