Por Ubirajara Maia
Ataques cibernéticos têm sido cada vez mais frequentes no universo corporativo e causam um alto impacto na nossa sociedade, tanto pelos efeitos causados em virtude do “sequestro” de dados – o chamado ransomware – quanto pelos danos na imagem das companhias. Episódios recentes ocorridos no Brasil em um importante varejista e uma grande rede de laboratórios são apenas alguns exemplos desse universo que vem crescendo no mundo inteiro. Uma pesquisa da empresa de cibersegurança Fortinet revelou que o Brasil sofreu, no primeiro semestre deste ano, nada menos do que 16,2 bilhões de tentativas de ciberataques – praticamente o dobro das 8,4 milhões investidas em 2020.
Essa tendência é observada também a nível global. A mesma pesquisa apontou que, nesse período, na América Latina os ataques cresceram de 41 bilhões no ano passado para 91 bilhões nos primeiros seis meses de 2021. Nesse cenário, a área da Saúde é um dos principais alvos. Um estudo da consultoria alemã Statista apontou que o setor liderou o número de vazamentos globais em 2020, superando segmentos como Informação, Finanças e Seguros e Administração Pública. Durante a pandemia do novo coronavírus, o cenário ficou ainda pior com o aumento do trabalho remoto, reforçando um crescimento já observado no setor nos últimos anos.
Fonte: Medicina S/A, em 28.09.2021