Por Gabriel Bosa
Novo serviço que compartilha dados de segurados vai entrar em vigor a partir de dezembro; confederação de empresas diz que prazo é insuficiente para garantir a segurança das informações
O mercado de seguros brasileiro se prepara para uma série de mudanças que promete aumentar a variedade dos serviços, oferecer produtos de maior qualidade e baratear os custos aos consumidores. Controlado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), o Open Insurance, ou “seguro aberto”, em tradução livre, vai permitir que empresas e cooperativas compartilhem entre si os dados de clientes — mediante a autorização expressa para essa exposição. A “democratização” dessas informações multiplica as opções de relacionamento entre as prestadoras de serviços e os consumidores. Entre as vantagens apontadas pelos entusiastas da ideia, está a possibilidade de ofertar produtos específicos, baseados em dados individuais, como gastos no cartão de crédito, o estado civil e a composição familiar. A tecnologia também vai mudar as formas de adquirir os seguros, trazendo maior competitividade ao mercado. Assim como o Open Banking, o programa controlado pelo Banco Central (BC) e que autoriza a troca de informações de clientes entre as instituições financeiras, o Open Insurance será habilitado de forma escalonada. A implementação do sistema foi dividida em três fases, com a primeira em dezembro deste ano. A conclusão está prevista para dezembro de 2022. O prazo de adequação é a principal crítica ao novo sistema. Para especialistas, um ano não é o suficiente para que a tecnologia seja absorvida pelo mercado, o que pode prejudicar a efetividade e a segurança do modelo.
Fonte: Jovem Pan, em 03.10.2021