Por Lincoln Moura, diretor de Consultoria da área de Saúde da Accenture
Não é um assunto absolutamente novo, mas ainda exige reflexão por ser típico. Imagine, o paciente que, numa situação de emergência, foi parar no PS. Lá, ele precisa contar sua história de saúde, passar seus dados pessoais, exibir a carteira do seu plano de saúde, contar dos últimos exames, alergias, medicamentos em uso, entre outras informações. Fornecer dados frequentemente já disponíveis, é um problema que ele tem de lidar quando menos gostaria, e às vezes é impossibilitado de fazê-lo.
Pense no Open Health como um conceito similar ao de Open Banking, no qual — por meio do compartilhamento de dados — usuários dos serviços bancários podem disponibilizar suas informações financeiras e bancárias, voluntariamente, em favor de benefícios para si mesmos. Ao optar pelo Open Banking, o usuário e o mercado também têm mais flexibilidade, agilidade, redução de custos e eficiência como um todo. Aplicando esta visão no segmento de saúde, a Open Health promove as mesmas vantagens para pacientes ou beneficiários dos sistemas privados, ao prover melhores mecanismos de escolha, portabilidade e competição entre os planos de saúde.
Fonte: Saúde Business, em 19.04.2022