Um levantamento da consultoria Mercer em parceria com a Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), publicado pelo jornal Valor Econômico, mostrou que 60% dos gestores de fundos de pensão estão revisando sua política de investimento por causa da crise. Depois de mais de um mês de isolamento social e em meio à crise político-econômica que o Brasil vive, é normal que o investidor esteja preocupado.
Diferentemente da maioria dos fundos previdenciários, contudo, a OABPrev SP segue firme com os princípios financeiros que a norteiam. Quem explica a razão dessa postura conservadora é o economista Bruno Horovitz, sócio da Icatu Vanguarda, parceira da OABPrev-SP na gestão de recursos. “A política de investimento da entidade não foi alterada substancialmente por que é referência para longo prazo”, esclarece Horovitz.
Enquanto várias entidades tiveram de rever seus investimentos por causa das oscilações do mercado, o fundo da advocacia manteve-se nos limites da sua política de investimento, a qual, por bem elaborada, tem suportado a crise momentânea.
A atual política de investimento da OABPrev SP estabelece que de 75,19% a 100% dos seus recursos sejam aplicados em renda fixa, de 7,32% a 15% em renda variável, entre 14,49% a 15% em fundos estruturados e de 3% a 7% em outros papéis – uma política segura, portanto.
A manutenção do trinômio segurança-rentabilidade-liquidez não significa que a OABPrev SP não tenha adotado ações em seu portfólio para minimizar os impactos da crise financeira gerada pelo coronavírus, como lembra Horovitz: “Foram realizados movimentos táticos no fundo diante do cenário apresentado”.
Esses movimentos, explica o economista, estão alinhados aos cenários e às previsões que a Icatu Vanguarda tem feito, no sentindo de proteger o patrimônio da advocacia e capturar as oportunidades em meio ao caos.
Um exemplo disso são os movimentos em ativos internacionais. “Mantivemos nossas alocações em bolsas internacionais, com apostas mais concentradas em empresas americanas. Entendemos que esses ativos apresentam maior potencial de retomada tendo em vista o tamanho dos estímulos fiscais e monetários ocorridos no país”, explica Horovitz.
Não há quem se arrisque a dizer quando a pandemia irá acabar e quais serão seus impactos finais. O momento ainda é de incerteza, até porque as características da epidemia mudam rapidamente durante o curso da doença. Mas a OABPrev-SP e suas instituições parceiras, como a Icatu Vanguarda, estão atentas a todas as mudanças.
Fonte: OABPrev SP, em 08.05.2020