Por Laíne Meira
Ferramenta não pode continuar sendo encarada como mero custo acessório ou exigência burocrática de edital
O Brasil enfrenta o desafio urgente de superar um duplo hiato marcado pelo déficit histórico de investimentos em infraestrutura e pela necessidade premente de adaptação às mudanças climáticas. Eventos extremos, como enchentes catastróficas, secas prolongadas que comprometem a segurança energética e deslizamentos que destroem eixos logísticos vitais, deixaram de ser meras projeções estatísticas e tornaram-se realidades macroeconômicas. Esses episódios impactam diretamente o Produto Interno Bruto e geram severas pressões sobre o orçamento público.
Nesse cenário de incerteza, a infraestrutura tradicional precisa dar lugar a ativos genuinamente resilientes. Contudo, erguer e operar obras capazes de suportar o estresse climático exige capital intensivo e, acima de tudo, precisão técnica na alocação de riscos. É justamente nesta intersecção que o setor segurador emerge não apenas como um garantidor financeiro de perdas, mas como um indutor de políticas públicas e um catalisador do desenvolvimento sustentável nacional.
Fonte: JOTA, em 04.08.2026