Por Marcílio Toscano Franca Filho e Gustavo Tanouss
Análise dos seguros de obras de artes
Entre 12 e 13 de novembro, a acqua alta de Veneza alcançou o patamar recorde de 187 cm – o maior desde 1966, quando o pico atingiu 192 cm – e inundou 80% da cidade dos Doges.
O patrimônio cultural da Serenissima sofreu um duro golpe: a Basilica di San Marco, invadida por 110 cm de água, teve a cripta e o nártex alagados, e há previsão de danos ao piso de mosaico da célebre igreja, especialmente corrosível frente à salinidade da água; os Musei Civici foram fechados para proteger suas coleções, assim como o fizeram colecionadores privados; a Biennale foi suspensa; a Ca’ Pesaro Galleria Internazionale d’Arte Moderna teve de lidar com um incêndio que danificou o piso, em virtude de um curto circuito elétrico decorrente das enchentes; a Fondazione Querini Stampalia e a histórica Libreria Acqua Alta se depararam com a destruição de livros e a inundação de áreas internas.
Fonte: JOTA, em 15.12.2019