Entretanto a seguinte pergunta fica no ar: o reajuste será o suficiente para reverter o prejuízo das operadoras de saúde?
Os impactos da pandemia para a saúde suplementar No primeiro ano de pandemia (2020) houve uma pressão sobre o SUS enquanto a saúde suplementar teve um ano com resultados recordes devido a menor utilização dos beneficiários. Já no segundo ano (2021), com a segunda onda do coronavírus, a pressão também chegou para as operadoras de saúde com o aumento repentino das internações.
Com a redução da frequência de utilização em 2020, a ANS divulgou pela primeira vez um reajuste negativo dos planos de saúde, em – 8,1%.
A redução negativa seguiu a fórmula de cálculo estabelecida, que considera a variação das despesas em saúde, a frequência de utilização dos planos e a incorporação de novas tecnologias.
No segundo semestre de 2021, com o maior controle da pandemia houve a flexibilização das restrições impostas, e as operadoras vivenciaram um aumento da utilização devido a retomada dos procedimentos eletivos represados, além de uma elevação generalizada dos custos assistenciais. Ou seja, houve em paralelo a redução das receitas com o reajuste negativo, a elevação dos custos e despesas assistenciais e não assistenciais, o que elevou a sinistralidade e reduziu as margens. Como resultado, no primeiro trimestre de 2022 o setor apresentou um prejuízo histórico. Ao que tudo indica, o segundo trimestre será ainda pior.
Fonte: XVI Finance, em 22.08.2022.