Por Juliana Passos
Em ano de eleições, representantes do empresariado renovam suas propostas para o setor e focam a entrada na Atenção Primária, produção e compartilhamento de dados. Pesquisadores lembram que o setor privado é diverso, mas todos querem participar das decisões dos rumos do SUS
Entra ano, sai ano e muitas coisas permanecem iguais. Representantes do setor privado querem mais dinheiro do Estado, em linhas de crédito especiais, maior participação nas esferas de decisão sobre o setor público e se colocam como a solução, elencando a flexibilidade e o maior uso de tecnologias como argumentos para serem entendidos como exemplo na prestação de serviços. Essas demandas estão no ‘Livro Branco: Brasil Saúde 2019’ lançado pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), lançado pela primeira vez em 2014, e renovadas em 2022. As metas da Anahp incluem frear as reivindicações de aumento de salário e diminuição da carga horária de categorias como trabalhadores da enfermagem e farmacêuticos que “trazem exorbitantes impactos financeiros para o setor de saúde público e privado”, como argumenta a Associação em documento sobre as pautas de interesse do setor divulgado em março de 2022.
Fonte: EPSJV/Fiocruz, em 30.11.2022