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Por Marco Antônio Gonçalves Diretor-presidente do Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros e Presidente do Conselho Consultivo da MAG Seguros. |
Ao longo dos anos, o formato das famílias e os vínculos de trabalho vêm se transformando, mas poucas seguradoras têm direcionado esforços para desenvolver seguros individuais capazes de atender às reais necessidades dessa nova configuração social – especialmente nos ramos de Pessoas e Saúde. No Brasil, segundo o IBGE, 26,1 milhões de pessoas trabalham por conta própria e 38,5 milhões estão na informalidade, entre autônomos sem CNPJ e empregados sem carteira assinada. Trata-se de um contingente de quase 65 milhões de brasileiros com potencial de acesso a proteções securitárias ainda pouco exploradas. Exemplo disso é a baixa penetração do seguro de Vida. Embora seja o principal produto do segmento de Pessoas, apenas 18% da população adulta possui essa cobertura – ainda fortemente concentrada em apólices coletivas. Outros produtos relevantes, como Acidentes Pessoais e coberturas de renda por incapacidade (ITP/DIT), também apresentam baixa adesão, o que acaba pressionando o Sistema Único de Saúde. Mais do que ampliar o número de beneficiários, o desafio está em alinhar a oferta às novas demandas da sociedade. A tendência aponta para a necessidade de fortalecer os seguros individuais, hoje ainda pouco representativos. No segmento de saúde, por exemplo, dos 53 milhões de beneficiários de planos médicos, apenas 16% – cerca de 8,48 milhões – estão em planos individuais ou familiares. As mudanças demográficas reforçam esse movimento. A redução no número de filhos é evidente: em 2024, a taxa de natalidade registrou o menor nível dos últimos 20 anos, com queda de 5,8% em relação ao ano anterior. Nesse contexto, o seguro de Vida, tradicionalmente associado à proteção financeira de dependentes, precisa evoluir em proposta de valor para continuar relevante. Diante desse cenário, o Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros mantém um grupo de trabalho dedicado ao desenvolvimento de seguros individuais, com foco em produtos e coberturas alinhados às transformações da sociedade. Esse avanço, no entanto, depende de escala – e, para isso, a atuação dos corretores de seguros será fundamental para ampliar o acesso e promover uma sociedade mais protegida. Sobre o Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros Fundado em 10/03/2021, o Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros nasceu com o propósito de ser um espaço independente, plural e estratégico de debate, reflexão e construção de caminhos para o fortalecimento do seguro e resseguro no Brasil. Desde a sua fundação, o Fórum reúne líderes, executivos, acadêmicos, especialistas e representantes de diferentes segmentos do setor. Hoje são 24 membros ativos, comprometidos com a evolução contínua desse mercado. |
(07.05.2026)
