Por Cesar Abicalaffe
Modelo que prioriza qualidade e resultados pode reduzir custos, evitar desperdícios e melhorar o atendimento a pacientes no Brasil
Imagine que você precisa fazer uma cirurgia ou tratar uma condição crônica. O que você espera? Recuperar-se bem, evitar complicações e não gastar mais do que o necessário. Mas e se, no meio do tratamento, surgirem novas despesas, visitas inesperadas ao hospital sem que você perceba melhora na sua condição? Esse é um retrato comum em um sistema de saúde que, muitas vezes, se preocupa mais com o volume e com a complexidade dos procedimentos do que com a qualidade do cuidado prestado.
Esse modelo tradicional remunera médicos e hospitais por cada exame, consulta ou cirurgia, sem necessariamente considerar os resultados obtidos. Fora o impacto que tem na nossa saúde individual, ele gera um custo significativo para o sistema. Esse modelo incentiva a quantidade de procedimentos em vez da qualidade, elevando os custos sem necessariamente melhorar os resultados para os pacientes. Isso acaba prejudicando todos nós, já que esses custos são repassados, direta ou indiretamente, para os beneficiários e para o sistema público.
Fonte: JOTA, em 11.04.2025