No início de cada ano, o mercado de volta para a previsão de reajustes no plano de saúde. Mas veja porque 2026 traz preocupações mais importantes
Sempre que um novo ano começa, a grande questão no mercado de saúde suplementar costuma ser uma só: de quanto será o reajuste dos planos de saúde. Antes mesmo de avançar, já vale responder: o cenário aponta para a continuidade da redução dos reajustes, mas ainda na casa de dois dígitos.
A preocupação com o reajuste é legítima, pois é algo que afeta diretamente beneficiários, empresas e operadoras. Em 2026, porém, o setor inicia o ano com um pano de fundo diferente, e com assuntos potencialmente mais relevantes do que o percentual de reajuste em si.
Depois de um longo período (pandemia e pós-pandemia) marcado por margens pressionadas, sinistralidade elevada e forte instabilidade regulatória, o mercado chega a 2026 após um ano de retomada do lucro operacional, redução da sinistralidade e reajustes em queda. Ao mesmo tempo, observa-se crescimento da base de beneficiários, ainda que concentrado em poucas operadoras e determinados tipos de contrato, e um ambiente político-regulatório que promete ser mais ativo e intenso.
Isso tudo transforma 2026 em um ano de escolhas decisivas, não apenas de ajustes táticos. É sobre isso que falaremos neste texto.
Fonte: Arquitetos da Saúde, em 19.01.2026