Por José Marciano da Silva Neto
Em 2026, a volatilidade climática rompe modelos históricos. Veja como o setor concilia rigor de solvência, tecnologia "Predict & Prevent" e função social para reduzir o gap de proteção.
O mercado segurador em 2026 apresenta uma transição operacional. Se nos anos anteriores o foco residia no alerta sobre a frequência de eventos extremos, o cenário atual exige uma resposta prática e objetiva sobre como o setor reprecifica riscos, adapta-se a regulações de solvência mais rígidas e preenche a lacuna de proteção social. A estabilidade histórica dos modelos de risco foi rompida, e a indústria agora opera sob a urgência de integrar tecnologia preditiva e responsabilidade social corporativa.
O diagnóstico global: Pressão financeira e regulatória
Dados da Swiss Re indicam que as perdas globais seguradas por catástrofes atingiram US$ 107 bilhões em 2025, impulsionadas por eventos como incêndios na Califórnia e tempestades convectivas. Contudo, a maior preocupação reside no gap de proteção global (a disparidade entre perdas econômicas e valores segurados), que pode superar US$ 1,8 trilhão.
Fonte: Migalhas, em 19.02.2026