Por Guilherme Ambar
Já passou da hora de investir mais no diagnóstico e prevenção do que na cura, aproveitando a grande evolução propiciada pelo diagnóstico precoce
Em 7% dos lares brasileiros, 11 milhões de pessoas comprometem mais de 20% do seu poder de compra com saúde. A OMS alerta para o gasto global no item saúde, 9,8% do PIB mundial, pouco mais ou menos o que gastamos no Brasil, 9,6% em 2019, segundo o Ministério da Saúde. O imenso gasto, que segundo a OMS duplicou entre 2000 e 2019, tem privilegiado o tratamento de doenças e não o diagnóstico e a prevenção, muitíssimo mais baratos.
Enquanto diagnóstico e prevenção não interferem na qualidade de vida do paciente, o tratamento prejudica seu bem estar, pressupõe dias de cama, quando não hospitalização, isto é, sempre significa algum grau de sofrimento e perda de renda quando impossibilita temporariamente o trabalho. Já passou da hora de investir mais no diagnóstico e prevenção do que na cura, aproveitando a grande evolução propiciada principalmente pelo diagnóstico precoce. O diagnóstico com os recursos modernos leva também a um tratamento mais assertivo, geralmente mais curto, menos penoso e com menos chance de complicações e sequelas.
Fonte: Saúde Business, em 12.01.2024