A duração da existência humana já chegou ao máximo da sua potencialidade? Recentemente, um estudo publicado na revista Nature afirmava que sim: o limite mais longevo de vida já chegara ao teto nos anos 90 e, salvo algumas felizes exceções, em todo o mundo a média dos ultracentenários se situava aos redor das 115 primaveras. Agora, no entanto, cinco novos estudos demoliram as conclusões da pesquisa de Jan Vijg, o geneticista do Albert Einstein College of Medicine de Nova York que assinara a matéria original. Segundo os novos trabalhos – sempre publicados na mesma revista – não existe um limite obrigatório e evidente da duração máxima da vida humana e, mesmo que assim fosse, ele seria em média bem mais alto do que 115 anos. Um teto, portanto, parece não existir. Para Jim Vaupel, especialista em envelhecimento no Max Planck Institute for Demographic Research, na Alemanha, “os dados indicam que não existe um limite delineado. No momento, as evidências científicas parecem sugerir que, se é mesmo possível se falar de limite, este se situa para além dos 120 anos, talvez ainda mais, ou talvez sequer exista um limite.”
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão, em 14.08.2017.