Especialistas analisam como o compartilhamento de dados impulsiona novos modelos de negócio
Após consolidar as bases do compartilhamento de dados entre instituições financeiras, o Open Finance brasileiro inicia uma nova etapa de evolução. O foco agora deixa de ser apenas a implementação da infraestrutura tecnológica para avançar sobre temas como escalabilidade, geração de valor para o cliente, personalização de produtos e ampliação do acesso ao crédito. Esta transformação estará em evidência na trilha "Open Finance: segurança e privacidade versus interoperabilidade", no Febraban Tech 2026, principal evento de tecnologia e inovação do setor financeiro, nos dias 24, 25 e 26 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Ao longo de três painéis, no primeiro dia do evento, executivos de bancos, entidades representativas e representantes de empresas do setor financeiro discutirão como o compartilhamento seguro de dados remodela a relação entre instituições e consumidores, amplia a interoperabilidade entre diferentes participantes do ecossistema e gera novas oportunidades para inovação, competição e desenvolvimento de serviços financeiros.
A programação tem início às 14h, com o painel "Open Finance em escala: do compartilhamento de dados à orquestração de ecossistemas", que aborda o momento em que o Open Finance migra da fase de implantação para a operação em larga escala.
O debate analisará como integrar múltiplos atores, plataformas e serviços de forma eficiente, preservando segurança, interoperabilidade e governança dos dados em um ambiente cada vez mais conectado. Também serão discutidos os impactos da expansão do Open Finance sobre a competitividade do setor financeiro e o desenvolvimento de novos modelos de negócios.
Participam desta sessão Ana Carla Abrão, CEO da Associação Open Finance Brasil; Eduardo Sassaki, Diretor de Dados e Analytics e CDO do Santander Brasil; e Ivo Mósca, Diretor-executivo de Inovação, Produtos e Segurança da Febraban.
Pouco depois, das 15h50 às 16h50, o painel "Consentimento e valor, o novo contrato com o cliente" coloca em pauta um dos principais fatores para a consolidação do Open Finance: a confiança.
À medida que os dados se tornam ativos estratégicos para personalizar produtos, serviços e experiências, o consentimento deixa de ser apenas uma exigência regulatória para assumir um papel central na relação entre clientes e instituições financeiras. O desafio passa a ser demonstrar, de forma transparente e objetiva, quais benefícios justificam o compartilhamento das informações.
Os especialistas discutirão como redesenhar jornadas digitais para tornar o consentimento mais simples, intuitivo e compreensível, fortalecendo a percepção de valor por parte dos usuários. Também serão abordados temas como governança de dados, privacidade, segurança e o uso responsável das informações para ampliar o engajamento e desenvolver ofertas mais aderentes às necessidades de cada cliente.
Participam do painel Heitor Bernardes, Diretor Tech do Bradesco; Leandro Vilain, CEO da ABBC; Patricia Sousa, Diretor de Plataformas Digitais e Líder de Produtos de Cartões Comerciais do Citi; Ricardo Morishita, Secretário Nacional do Consumidor; e Eduarda Davidovic, Diretora de Inovação e Tecnologia Bancária da Febraban.
Encerrando a trilha do dia 24 de agosto, das 17h às 18h, o painel "Open Finance, crédito e portabilidade: inteligência compartilhada, risco redistribuído" explora como o compartilhamento autorizado de dados financeiros está transformando a dinâmica do mercado de crédito.
Com informações mais completas sobre o perfil financeiro dos consumidores, as instituições passam a desenvolver modelos mais sofisticados de avaliação de risco, precificação e personalização das ofertas. Ao mesmo tempo, a ampliação da portabilidade fortalece a concorrência, amplia o poder de escolha dos clientes e incentiva o desenvolvimento de soluções mais adequadas às necessidades individuais.
Participam da discussão Jamile Leão, Head of Financial Services e líder para Soluções de Open Finance na Capgemini Brasil; Matheus Neves Sinibaldi, Diretor-executivo de Rede de Varejo e Adimplência da Caixa; Tadeu Silva, Presidente da Acrefi; e Marina Gontijo, Head de Serviços Financeiros da Oliver Wyman.
Ao reunir especialistas para discutir escala, consentimento e crédito, a trilha evidencia que o Open Finance entra em uma fase em que tecnologia e regulação deixam de ser os únicos diferenciais. A capacidade de transformar dados compartilhados em experiências relevantes, relações de confiança e novos modelos de negócio passa a definir o ritmo da inovação no sistema financeiro brasileiro.
As discussões do Febraban Tech estarão distribuídas em trilhas que abordarão alguns dos temas mais relevantes para o setor financeiro e para a economia digital:
- Agentes de IA em rede: é o fim da Era dos Assistentes?
- Engenharia do futuro: do humano ao híbrido na Era dos Agentes de IA?
- Identidade digital, compliance e credibilidade na velocidade da inovação
- A guerra invisível da cibersegurança
- Meios de pagamento: quem paga a conta da inovação?
- Open Finance: segurança e privacidade versus interoperabilidade
- Do big data ao real-time intelligent banking
- Inovação resiliente: cloud, data centers e a nova engenharia do setor
- O Drex e a corrida global pelas stablecoins
- Tecnologias em ascensão reprogramam os setores
- Finanças embarcadas e a convergência intersetorial
- Transition Finance: como o capital está moldando a economia verde
- A jornada das fintechs: maturidade, regulação e confiança
Além do conteúdo, o Febraban Tech 2026 apresentará novidades em infraestrutura e experiência para participantes e expositores. O congresso terá dez auditórios, 3 estúdios, área de workshops e dois espaços dedicados ao bem-estar. O Auditório Imersão combinará recursos visuais avançados e cenografia interativa para integrar tecnologia e experiência humana.
Fonte: Febraban Tech/DFREIRE Comunicação, em 15.07.2026.