
Está disponível para download a edição nº 461 (novembro e dezembro de 2025) da Revista da Previdência Complementar – publicação da Abrapp, ICSS, Sindapp, UniAbrapp e Conecta. A edição que encerra 2025 traz a inclusão como eixo central, abordando diferentes perspectivas ao longo das matérias.
Nesse debate, ganham relevância tanto a oferta de produtos previdenciários mais acessíveis e flexíveis, como as micropensões, quanto o papel da comunicação. Este último ponto é destacado por Ricardo Pena, Diretor-Superintendente da Previc, em matéria da edição.
A revista também fala sobre a criação da Frente Parlamentar pelo Fortalecimento das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, que já está em plena atividade, trazendo detalhes sobre perspectivas, diretrizes e propostas do colegiado. Leia a seguir o editorial da edição:
Por Flávia Silva – Editora
Encerramos 2025 com uma edição em que a pauta da inclusão atravessa diferentes matérias sob múltiplos ângulos. A percepção de que a Previdência Complementar seria restrita a segmentos específicos, como funcionários de estatais, ou uma condição reservada a quem tem renda mais elevada, já não se sustenta – ou, pelo menos, não deve mais se sustentar. Países em estágios mais avançados de envelhecimento já trilharam o caminho da capitalização a fim de aliviar o sistema previdenciário. Trajetória que agora precisa ser reforçada no Brasil.
Em um cenário marcado pela informalidade e por um mercado de trabalho cada vez mais flexível, repensar a aposentadoria como um todo, aliás, é imprescindível. Cabe até questionar se ainda faz sentido imaginar uma vida completamente inativa por no mínimo vinte, trinta ou quarenta anos. As pessoas vivem mais, e no caso brasileiro, em especial, em que as idades mínimas de aposentadoria ainda são relativamente baixas, impõe-se o dilema: será que um longo período de “descanso total” é, de fato, desejável?
Nessa mudança de paradigma, dois elementos são decisivos. Um deles é a oferta de produtos previdenciários mais flexíveis e acessíveis, como as micropensões, capazes de dialogar com realidades financeiras diversas. O outro é a comunicação. Como destaca Ricardo Pena, Diretor-Superintendente da Previc, em matéria desta edição, “A previdência é um contrato de confiança. E confiança depende de entendimento. O participante não é uma matrícula; é uma história. Cada real acumulado representa uma expectativa de futuro. Nossa comunicação precisa refletir isso”.
Tanto a agência de supervisão quanto a Abrapp têm atuado firmemente nesse propósito de mudar o tom, traduzir conceitos e estabelecer conexões mais claras com a sociedade. A Associação deu um passo importante ao contratar uma consultoria especializada para estruturar uma narrativa capaz de aproximar as pessoas da Previdência Complementar, desmistificando a ideia de que o tema é complexo ou pouco atrativo. No mesmo sentido, o órgão supervisor já assumiu novas posturas e iniciativas concretas para tornar essa comunicação mais acessível.
No campo legislativo, as articulações avançam para criar um ambiente mais favorável ao fomento dos planos capitalizados, complemento indispensável ao sistema estatal. Nesse contexto, destaca-se a criação da Frente Parlamentar pelo Fortalecimento das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, já em plena atividade. As perspectivas e propostas desse colegiado suprapartidário estão detalhadas nas páginas seguintes.
Encerramos 2025 com o desejo de que 2026 traga crescimento, inclusão e novas oportunidades para que o sistema exerça plenamente sua função econômica e social. Esses são os votos de toda a equipe da revista.
Clique aqui para acessar a nova edição da Revista da Previdência Complementar na íntegra.
Fonte: Abrapp em Foco, em 11.12.2025.