O 40º Congresso, realizado em São Paulo no mês de outubro, veio coroar uma série de transformações profundas pelas quais passa o sistema. Cultura organizacional, estrutura, marcas e um enfoque maior em “vendas” são algumas das nuances desse processo de mudança, que ganhou força com o lançamento dos Planos Família e a reforma da previdência. Nesse contexto de inovação, a nomenclatura por hora utilizada no segmento pode não ser mais adequada, e termos como Previdência Complementar “Fechada”, por exemplo, tendem a ir lentamente caindo em desuso. Quem não tiver a mente aberta para não só aceitar, mas provocar a quebra de paradigmas, terá dificuldades para acompanhar a velocidade das mudanças e se inserir em cenário de grandes oportunidades e desafios.
Ao longo da nova edição (n. 425) da Revista da Previdência Complementar Fechada, tratamos, em diversas matérias, da revolução que vem gradualmente tomando o sistema, seja por força da legislação, da necessidade de atender à demanda do novo mercado de trabalho (e novas gerações), ou pelo esforço das entidades em aprimorar processos e inovar.
O Congresso da Abrapp foi uma oportunidade importante para discutir os rumos daqui para frente, discussões essas cujo resumo pode ser encontrado em diversas matérias. Leia por exemplo as seguintes reportagens: entrevista com André Diamand, A Previdência Complementar após a Reforma, Repensando os Rumos do Sistema, O Emprego em Tempos de Maior Longevidade, Mudanças de Nome e de Atitude, Meta Audaciosa de Fomento, entre outras.
Solvência 100% e desafios - Registramos também a ótima solvência agregada alcançada pelos planos num momento em que as taxas de juros caem e o contexto internacional é marcado por forte volatilidade. Em 2020, no entanto, as fundações terão que adotar novas estratégias nos investimentos caso queiram manter a rentabilidade em patamares confortáveis, tema que também tratamos nas próximas páginas.
Na matéria de capa, discutimos as alocações em imóveis dentro de um cenário em que o desinvestimento compulsório das carteiras imobiliárias gera preocupação, podendo vir a afetar a dinâmica do mercado e trazer prejuízo aos participantes. Fundações de grande porte, que já trabalham nessa transição, revelam o que têm feito para viabilizar a mudança de forma menos traumática e o que seria adequado rever no atual normativo de investimentos das EFPC. Do lado do passivo, a crescente discrepância entre os registros contábeis de entidades e empresas patrocinadoras, guiadas por regramentos distintos, vem provocando debate sobre novas metodologias e abordagens para o cálculo das obrigações.
Discussões sobre a regra de solvência em vigor no sistema também envolvem a redução da marcação na curva de títulos, algo que, segundo especialistas, só é utilizado no Brasil. O futuro da previdência pública ou complementar está intimamente ligada ao mercado de trabalho, que atingiu nível histórico de informalidade, segundo o IBGE, com forte impacto sobre o equilíbrio fiscal de estados e municípios. Ainda sobre o tema do trabalho, compartilhamos a experiência de países na busca pela inserção de pessoas com mais idade no mercado, pauta que ganha relevância num mundo com vidas cada vez mais longas.
Clique aqui para acessar a íntegra da edição n. 425 de novembro e dezembro de 2019
Fonte: Acontece Abrapp, em 06.12.2019.