Cenário. Mesmo com a melhora econômica, operadoras terão que mensurar o impacto da lei na base de clientes e já entoam discursos para que o governo reveja as obrigações legais do setor
Com perspectivas melhores para a economia brasileira, o mercado de saúde suplementar já deve começar a ver uma retomada no número de beneficiários no próximo ano. A velocidade de crescimento, no entanto, dependerá da reação das empresas às novas leis trabalhistas e das possíveis mudanças na legislação do setor.
A retomada do setor de planos de saúde não está fácil. Se por um lado a projeção de crescimento do PIB e a diminuição das taxas de juros levam as empresas a investir e aumentar o número de trabalhadores formais com planos de saúde, por outro, o ambiente de negócios das operadoras está bem diferente do cenário anterior à crise. "Está mais complexo e isso exige uma adaptação", diz a gerente de pesquisas em saúde da Frost & Sullivan, Rita Ragazzi.
De acordo com a especialista, o novo cenário inclui a concorrência com as clínicas populares que devem continuar crescendo e até criar novas formas de fidelizar os clientes, sobretudo entre os mais jovens que têm menor sinistralidade. Além da legislação trabalhista que estará mais flexível, a partir novembro, e pode não incluir nos contratos o plano de saúde como benefício, sobretudo com mão de obra não especializada. "Pode não ter um impacto enorme, mas contribui com uma retomada mais lenta, porque um setor que está lutando para sobreviver, qualquer interferência faz a diferença", disse Rita ao DCI.
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Fonte: DCI, em 12.09.2017.