Análise do cenário do perfil das formas de pagamento demonstra uma transição para modelos que proporcionam maior previsibilidade e maior controle de custos para as operadoras.
As operadoras de saúde têm migrado seus modelos de pagamento para opções que permitem maior controle de custos e previsibilidade. Assim, o modelo de pagamento por procedimentos tem dado espaço para modelos como pacote, capitation e, principalmente, a utilização de recursos próprios.
Entre 2019 e o 2º trimestre de 2023, no cenário geral, notamos as seguintes mudanças:
Capitation – apesar da utilização ainda discreta, o crescimento deste modelo foi de 595%, atingindo 2,9% dos pagamentos realizados;
Pacote – crescimento de 205% atingindo, 11,6% dos pagamentos realizados;
Rateio dos Custos de Recursos Próprios – aumento de 80%, reunindo 12,5% dos pagamentos;
Pagamento por Procedimento – redução de 22%, sendo responsável por 65% dos pagamentos.
A análise do cenário geral do perfil das formas de pagamento evidência a transição para modelos de maior previsibilidade e maior controle de custos.
Mercado reage bem aos dados divulgados pela Hapvida
A empresa tem realizado um reposicionamento de marca com maiores ajustes de preços e tickets médios em busca de uma carteira mais rentável.
Ainda digerindo os dados financeiros do 3T de 2023 divulgados pela Hapvida as ações da empresa abriram em alta e permanecem até o momento desta publicação.
Os principais dados divulgados foram:
Receitas
Variação positiva de 8,9% em relação ao 3T de 2022 impactadas principalmente pelo reajuste do ticket médio de 11,8% atingindo R$ 251,8.
Carteira de beneficiários
A carteira de beneficiários de planos saúde sofreu redução de 1,2% em relação ao 3T de 2022, sendo o saldo líquido entre entradas e saídas de beneficiários de -90 mil. As justificativas são o cancelamento de contrato inadimplentes e deficitários e maior turnover pelo cenário macroeconômico e exposição setorial.
Sinistralidade Caixa
A sinistralidade caixa apresentou redução de 1 p.p. para 71,9% no 3T 2023 frente a 73,0% no 3T de 2022. A utilização da rede própria também cresceu, as internações nos hospitais próprios passaram de 71,9% no 3T de 2022 para 74,8% no 3T de 2023. Além disso, a absorção de exames cresceu de 63,6% no 3T 2022 para 68,6% no 3T de 2023.
Fonte: XVI Finance, em 09.11.2023.