Manual de Operacionalização de Perfis de Investimentos é aprovado
O Conselho Deliberativo do Sebrae Previdência esteve reunido na manhã desta sexta-feira (27), por videoconferência, para a realização da sua 3ª Reunião Ordinária, conduzida pelo presidente Evandro Nascimento. A pauta foi iniciada com a apresentação dos principais resultados do Instituto ao longo dos últimos meses, que podem ser conferidos aqui. Antes dos assuntos para deliberação, a revisão da regulamentação do Sistema de Previdência Complementar foi apresentada e discutida pelo diretor da Rodarte Consultoria, José Roberto Ferreira.
Sobre as Leis Complementares 108 e 109, e a respeito da Reforma Tributária, José Roberto alerta que é necessário maior discussão e acolhimento de aperfeiçoamentos que reflitam as expectativas e necessidades da sociedade, bem como considere, pelo menos, todas as mudanças ocorridas nas relações de trabalho, na realidade demográfica brasileira e no reposicionamento do mercado financeiro.
ASSUNTOS DELIBERADOS
Adesão do SEBRAE/MA às novas regras de custeio do Plano Sebraeprev
O Conselho Deliberativo está em permanente contato com as Patrocinadoras que ainda podem aderir ao novo Plano de Custeio. Com isso, o Sebrae/MA manifestou interesse. Após relatoria, o Sebrae/MA passou a compor o Grupo de Custeio 1.
Manual de Operacionalização Perfis de Investimentos
Com a recente alteração regulamentar do Plano Sebraeprev, as questões operacionais dos perfis de investimentos foram suprimidas do Regulamento, e remetidas ao Manual de Perfis Investimentos. O manual detalha os aspectos operacionais a respeito do modelo de perfis a ser adotado pelo SEBRAE PREVIDÊNCIA. Ele inovou ao possibilitar que, na próxima campanha de revisão dos perfis de investimentos (1º de abril a 31 de maio), os Participantes possam optar por perfis distintos para a alocação das suas contribuições e daquelas patronais. Pela regra anterior, as contribuições patronais eram alocadas no Moderado.
É importante destacar que não havendo manifestação do Participante, as contribuições patronais serão alocadas no perfil Moderado. No que diz respeito aos Assistidos, permanece a mesma sistemática de alocação de sua reserva previdenciária, lembrando que não é possível optar pelo Arrojado.
Acesse aqui o Manual de Operacionalização Perfis de Investimentos.
Regimento Interno da Comissão de Investimento
Foi homologado o Regimento Interno da Comissão de Investimento. O documento faz parte de uma lista de exigências para o processo de aquisição do Selo de Autorregulação em Governança de Investimentos. Recentemente. Recentemente, o Sebrae Previdência adquiriu o Atestado de Adesão ao Código de Autorregulação. O código traz princípios que vão além daqueles previstos na legislação, e apresenta práticas que fortalecem a relação fiduciária com os participantes, assistidos, patrocinadores, instituidores, sociedade civil e demais partes interessadas. A conquista do Selo diz respeito à verificação do cumprimento dessas boas práticas elencadas no Código.
Taxa de Administração dos Planos e Benefícios
O Conselho Deliberativo, após análises de cenários internos e externos, tanto da economia, quanto do próprio sistema de previdência complementar, aprovou a postergação da decisão de redução da Taxa de Administração para 0,75%, quando da análise da proposta do Orçamento de 2022, em outubro próximo.
A atual taxa de administração do Sebrae Previdência (0,80% a.a) segue competitiva, quando comparada a taxas de produtos similares oferecidos pelo mercado aberto, ou seja, bancos e seguradoras (média de 1,06% a,a).
Política de Sustentabilidade
A Política de Sustentabilidade foi aprovada pelo Conselho. O documento orienta o tratamento das questões socioambientais no Sebrae Previdência, estabelecendo referências por meio de princípios e diretrizes capazes de auxiliar e nortear as decisões, processos e projetos na Entidade. Como exemplos de premissas a serem seguidas, estão: conscientização e engajamento de todos os colaboradores com a sustentabilidade e comprometimento da liderança com a evolução do tema na organização. Acesse aqui o manual.
E MAIS:
Sobre a Avaliação de Riscos e Controles Internos do 1º semestre de 2021, os processos do Instituto estão mapeados e em compliance com a estrutura normativa atual; e as rotinas operacionais desempenhadas pelas áreas estão em constante acompanhamento com pontos de controle bem definidos. De acordo com o analista Pedro Tonetto, a conscientização da equipe, e consequente apoio da alta administração do Sebrae Previdência, são fundamentais para disseminar uma cultura voltada para a adoção de controles internos eficazes.
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Retornos negativos na Renda Fixa (Tesouro Direto).
Como o Instituto pode mitigar esse efeito negativo?
Até o dia 24 de agosto, apenas um título público registrou retorno positivo no ano, no Tesouro Direto. Todos os demais apresentaram pelo menos um mês de retorno negativo nos últimos 12 meses. Na média para o período, os títulos públicos apresentaram apenas 6 meses de retornos positivos.
Os títulos do Tesouro Direto caminham para mais um mês de perdas, diante do cenário de maior inflação e percepção de maior risco fiscal. Nesse contexto, os investidores passam a exigir juros mais altos em troca do aumento de incerteza em relação à rentabilidade real (esperada) dos títulos e quanto à capacidade de pagamento do governo federal.
Para exemplificar de forma mais simples o que está acontecendo, é possível relacionar-se ao caso de um devedor qualquer.
Imagine que você está avaliando emprestar dinheiro para uma pessoa, contudo você percebe que, a cada dia que passa, ele gasta mais e mais, e que cada novo gasto é financiado por um novo empréstimo. É certo que você exigirá juros maiores, pois o descontrole de gastos que você está observando já indica possível incapacidade de pagamento dessa dívida lá na frente, por parte do potencial credor. Assim, para emprestar dinheiro, você exigirá um retorno maior.
Ultimamente, o mercado tem interpretado que algumas atitudes recentes e discurso por parte do governo acarretam risco e aumentam a possibilidade de elevação da dívida pública federal. Assim, esses investidores passam a exigir taxas de juros mais altas para financiar o governo. Dessa forma, os investidores só compram os títulos se estiverem mais baratos, e por isso, irão proporcionar retornos maiores na data do vencimento (pagamento). Esta é a maneira como o mercado ajusta a expectativa de retorno de seus investimentos: comprando títulos com preços mais baixos em momentos de incertezas e com preços mais altos em momentos de tranquilidade. Essa dinâmica, onde os títulos são negociados com preços mais altos ou baixos, a partir das expetativas futuras da economia, proporciona os retornos negativos ou positivos no processo de marcação a mercado dos títulos. É por isso, que aquele investidor que comprou títulos de renda fixa, observa rendimentos negativos ou positivos na sua carteira, antes da data de vencimento do título. Isso não quer dizer que o investidor não irá obter a rentabilidade contratada no momento da compra do título, se o mantiver até a data do seu vencimento. Mas, antes desse vencimento, o preço dos títulos sofre as precificações que ajudam a manter a correlação com os retornos exigidos pelo mercado, à medida que as expectativas vão se alterando. Então, nos últimos meses, o preço dos títulos tem ficado mais baixo em função do aumento das incertezas política e fiscais e, por isso, a taxa de remuneração oferecida em troca da aplicação fica mais alta. Na prática, os investidores estão pechinchando mais e exigindo juros mais altos em troca da tomada de risco com os títulos públicos. A tabela mostra como está o retorno dos títulos públicos em comparação ao retorno dos perfis de risco do Sebrae Previdência.
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Como pode ser observado, no acumulado do ano, apenas um título público (LFT) não apresenta retorno desfavorável. Todos os demais listados na tabela registram retornos negativos, alcançando a marca de -5,51% na média entre os títulos. Desde agosto de 2020, foram somente seis meses de retornos positivos em média, e nenhum título público apresentou retorno positivo todos os meses. Observa-se que os perfis do Sebrae Previdência apresentaram retornos melhores nos últimos 12 meses e com menor risco. O Perfil Conservador, por exemplo, além de superar a rentabilidade de todos os títulos públicos no último ano, foi o único que não apresentou nenhum retorno negativo no período.
A resposta para o desempenho positivo do Sebrae Previdência, apesar do cenário adverso — de maior aversão a risco e investidores pagando menos por títulos públicos — é a correta diversificação de ativos (renda fixa, multimercado, estruturados, renda variável e investimento no exterior).
Mas, além de diversificar, é importante destacar que a gestão de investimentos da Entidade consegue impor muita flexibilidade à parcela de renda fixa, e isto permite que o Sebrae Previdência fique vendido e não comprado em uma parcela dos títulos públicos. Ou seja, a estratégia escolhida permite que os retornos fiquem positivos à medida que os preços dos títulos caiam e os juros aumentem. Dessa maneira, quando os preços caem e geram retorno negativo para a maioria dos investidores, nossa estratégia nos permite retornos positivos com a parcela vendida de juros (posição tomada). Esse método de gestão de riscos permite ao Sebrae Previdência apresentar uma das melhores relações risco x retorno do mercado, o que acaba sendo o maior diferencial do Sebrae Previdência.
Abaixo, mostramos que todos os perfis de investimentos do Sebrae Previdência superam o Índice de Multimercado da Indústria Brasileira (IHFA).
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Observe que o retorno de todos os perfis do Instituto é superior ao IHFA (Índice Hedge Funds Anbima) no ano, sendo que o risco também é menor (Volatilidade), o que resulta em um índice Sharpe (relação risco x retorno) mais positivo.
Fonte: Sebrae Previdência, em 27.08.2021.