Na manhã desta sexta-feira (24), o Plano SESC Previdência foi apresentado aos Gerentes de RH do SESC-DF, com o intuito de sanar dúvidas e capacitá-los no auxílio aos colaboradores no processo de adesão ao Plano.
A reunião, que aconteceu no Teatro Silvio Barbato da Unidade Presidente Dutra do SESC-DF, contou com a presença dos Diretores Guilherme Reinecken – Chefe de Divisão e Janderson Neves – Diretor de Administração, que ressaltaram a importância desse benefício para os empregados. “Ter a possibilidade de ter a empresa pensando e cuidando do futuro de cada colaborador é para poucos. Hoje, o SESC-DF dá esse importante passo, pensando em vocês, que já entregam tanto”, pontuou Reinecken.
Na ocasião, a Analista de Seguridade e Especialista em Direito Previdenciário, Catarina Marçal, apresentou as regras e benefícios do Plano, que já está disponível para adesão.
Instituto tem ganho real e com rendimento nominal acima de 1% no mês de janeiro de 2023, com destaque para o perfil Arrojado
O primeiro mês de 2023 foi marcado por bons resultados no Sebrae Previdência. Enquanto a índice oficial da inflação foi de 0,53% em janeiro, o Instituto apresentou rendimento de 1,12% no período. O resultado foi acima da média dos fundos de previdência aberta na classificação renda fixa, que – segundo estudo da Aditus – fechou o mês em 0,61%. Em geral, os fundos de renda fixa foram impactados pelos efeitos do mercado de crédito, abalado pelo caso das Americanas S.A.. No mês, o resultado do Sebrae Previdência também superou o IFIX (índice dos Fundos Imobiliários), o IMA-B (Índice de Títulos Públicos indexado a Inflação) e o IRFM (Índice de Títulos Públicos Pré-fixados).
Em janeiro tivemos duas divulgações importantes na economia norte americana: o CPI (índice de preços ao consumidor) e o PIB do 4º trimestre de 2022. O CPI veio em linha com as expectativas do mercado (-0,1%), reforçando a desaceleração do indicador; porém, no acumulado de 12 meses, o crescimento foi de 6,5%. Já o PIB veio levemente acima do esperado (2,9% frente 2,6% das expectativas do mercado, impulsionado principalmente pelos gastos do consumidor e do governo). Diante dos bons números apresentados, os principais índices norte americanos tiveram forte alta nesse primeiro mês de 20231: o S&P500 subiu 6,18% e o Nasdaq 10,62%.
No Brasil, a Bolsa de valores também reagiu positivamente. O Ibovespa encerrou o primeiro mês de 2023 com uma alta acumulada de 3,37%, aos 113.430,54 pontos. Mesmo em um janeiro turbulento, o índice de referência da bolsa brasileira conseguiu se apoiar na melhora dos mercados globais. O desempenho positivo aconteceu na esteira da reabertura das políticas de Covid-zero na China. Pela primeira vez em quase três anos, o gigante asiático liberou as fronteiras, permitindo a entrada de visitantes internacionais pela primeira vez desde que a pandemia explodiu, em março de 2020.
Esse cenário mais positivo para os ativos de risco foi alimentado pela expectativa de que bancos centrais possam começar desacelerar o movimento de aperto monetário, principalmente o FED. Isso tem dado um pouco de alívio para os mercados globais. Contudo, ainda existem muitas incertezas quanto ao impacto do aperto monetário já realizado na atividade econômica daqui para frente. O mercado de trabalho nos EUA continua aquecido, contudo, é possível que atividade econômica possa apresentar desaceleração nos próximos meses. Esse contexto de incerteza tem nos impedido de tomar uma postura mais agressiva com relação aos ativos de risco.
Essa cautela é robustecida quando se analisa o cenário de crédito, especialmente no Brasil. O aumento da inadimplência de pessoa físicas, principalmente nos segmentos de mais baixa renda, foi de mais de 3 pontos percentuais nos últimos dois anos e responde por grande parte da piora agregada da inadimplência das pessoas físicas. No campo macro, o aumento da taxa Selic (de 2% para 13,75% nos últimos 2 anos), em um ambiente onde as famílias comprometiam quase um quarto da renda com serviço da dívida no início de 2021, já seria naturalmente um fator perturbador no mercado de crédito. Olhando de forma mais agregada, é válido ressaltar também que taxas de juros reais muito altas por um período prolongado tem um impacto mais severo que um período curto de juros muito altos.
Recentemente, além da fraude corporativa envolvendo as Americanas S.A., com inconsistências em lançamentos contábeis de R$ 20 bilhões e uma dívida total de mais de R$ 40 bilhões, temos tido uma série de eventos potenciais de crédito em companhias importantes – que podem impactar o apetite para os ativos de crédito, encarecendo ainda mais as linhas de crédito e gerando problemas não apenas para empresas insolventes, mas possivelmente também para empresas com problemas de liquidez.
Dessa maneira, temos tido uma cautela maior com a classe de ativo de crédito privado – que, nos últimos dois anos, contribuíram bastante para o desempenho de nossa carteira. Apesar de não termos sido afetados diretamente de forma significativa pelos casos Americanas S.A., Oi, Light e Marisa, estamos buscando reduzir nossa posição nos ativos de crédito, mas com bastante cautela.
Como exemplo, podemos dizer que o caso Americanas S.A. acabou por impactar negativamente até os fundos mais conservadores e mais populares de mercado. Alguns esperavam que a desvalorização das cotas duraria um ou dois dias e não chegaria a causar estrago no encerramento do mês, mas as perdas continuaram assustando cotistas à medida que o caso da companhia foi piorando.
Foi exatamente por esse motivo que a carteira do Sebrae Previdência conseguiu apresentar performance bem acima dos fundos mais conservadores de mercado no mês de janeiro, apesar das taxas de juros permanecerem em patamares bastante elevadas. No acumulado de 12 meses, continuamos a apresentar retornos bastante superiores aos principais indicadores de mercado (IFIX, IMAB, IRFM, Ibovespa e S&P500). Abaixo segue tabela com o resultado do Instituto.
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Fonte: Sebrae Previdência, em 24.02.2023.