Última reunião do Conselho Fiscal de 2025 destaca crescimento e solidez dos planos
Na quarta-feira, 10 de dezembro, foi realizada a última reunião do Conselho Fiscal do Sebrae Previdência. O presidente do CF, Roberto Marinho, abriu o encontro e destacou que a atuação ao longo do ano foi marcada pelo compromisso com o interesse coletivo dos participantes, assistidos e patrocinadores. Ele ressaltou que há oportunidades importantes para aperfeiçoar a efetividade das reuniões, lembrando que o trabalho do Conselho começa muito antes das análises documentais. Segundo Roberto, o alto grau de alinhamento alcançado entre o Conselhos e a Diretoria tem registrado resultados cada vez melhores em termos de monitoramento, transparência e cumprimento das obrigações legais.
O presidente do Conselho Deliberativo, Vitor Tioqueta, participou da abertura da reunião e agradeceu o trabalho realizado pelo Conselho Fiscal ao longo de 2025. Ele reforçou a importância da atuação integrada entre os Conselhos e destacou que o acompanhamento da execução do orçamento de 2026 será essencial.
O diretor de Seguridade, Nilton Cesar, apresentou os resultados de crescimento do Instituto. O Plano Sebraeprev registrou aumento de 4%, alcançando 9.041 participantes. O Plano Valor Previdência cresceu 1%, passando de 2.336 para 2.351 participantes. Já o Plano Valor Empresarial teve expansão de 95%, avançando de 1.256 para 2.448 participantes.
Em relação ao patrimônio, o Sebraeprev acumulou crescimento de R$ 231 milhões até outubro, equivalente a 15%. O Valor Previdência apresentou aumento de cerca de R$ 7 milhões, crescimento de 11%, impulsionado pela entrada de portabilidades, que representam 32% do patrimônio total. O Valor Empresarial registrou R$ 30 milhões em patrimônio, crescimento de 100% no ano, reflexo do forte avanço de sua base de participantes.
O diretor de Administração e Investimentos, Victor Hohl, destacou que os resultados de outubro consolidam um ano muito positivo para os investimentos do Sebrae Previdência. A gestão ativa ao longo de 2025 foi o principal diferencial, permitindo capturar oportunidades em diferentes mercados, como a recuperação da bolsa brasileira, alocações táticas em ativos no exterior e movimentos favoráveis nos títulos prefixados.
Ele ressaltou também que a redução gradual da exposição ao crédito privado, combinada com uma postura prudente na análise e no monitoramento dos créditos, contribuiu para mitigar impactos de eventos de inadimplência observados no setor, a exemplo do caso Banco Master, sem comprometer a solidez dos resultados.
No acumulado de 2025, o Sebrae Previdência já registra ganho real de 7,88%, e em 12 meses, 8,67% acima da inflação, desempenho que mantém a Entidade acima das principais referências de mercado.
O diretor-presidente Evandro Nascimento ressaltou que o Sebrae Previdência segue em trajetória contínua de crescimento, impulsionada pelo avanço das novas parcerias e das que estão em negociação e pela rentabilidade entregue ao longo do ano. Destacou o relacionamento diferenciado, que inclui acesso direto a equipe destacada e até à diretoria é frequentemente mencionado pelos participantes, por patrocinadores e Instituidores, em seus comentários e retornos, fortalece cada vez mais, a confiança na atuação do nosso Instituto.
Conselho Deliberativo aprova Política de Investimentos de 2026

O Conselho Deliberativo do Sebrae Previdência realizou, na tarde desta quarta-feira, 10 de dezembro, a última reunião ordinária de 2025. O encontro ocorreu na sede do Instituto, em formato híbrido, e foi conduzido pelo presidente do Conselho, Vitor Tioqueta. A pauta do dia foi iniciada com o painel de investimentos, no qual parceiros e gestores apresentam análises e perspectivas sobre cenários econômicos.
O painel, moderado pelo conselheiro Tito Manoel Estanqueiro, contou com a participação de Nathan Batista, da Aditus Consultoria de Investimentos; Thiago Mateus, head de solutions local da Itaú Asset; Priscila Carvalho, diretora de investimentos e AETQ da FUNEPP; Paulo Werneck, diretor financeiro e AETQ da Fundação Vivest; e Victor Hohl, diretor de Administração e Investimentos do Sebrae Previdência. Nathan Batista iniciou as apresentações trazendo a análise comparativa entre os perfis do Sebrae Previdência e a mediana das EFPCs. Ele destacou que o Instituto mantém um nível de risco mais baixo que o mercado, com menor exposição à bolsa (renda variável) e crédito privado, mas mesmo com essa postura mais conservadora, as rentabilidades permanecem próximas ou até superiores às referências setoriais. Também ressaltou que, nos últimos 24 meses, o Sebrae Previdência demonstrou maior resiliência em momentos de volatilidade, preservando o patrimônio dos participantes, além de menor volatilidade das cotas.
Na sequência, Thiago Mateus apresentou o cenário global projetado pela Itaú Asset para 2026. Ele observou que os Estados Unidos seguem com atividade econômica resiliente e inflação controlada, o que tende a favorecer mercados emergentes. Destacou ainda que a China continua exportando desinflação e que o Brasil apresenta espaço técnico para redução da Selic ao longo do próximo ano, embora o ambiente eleitoral demande cautela e possa aumentar a volatilidade. Thiago mencionou oportunidades em renda fixa prefixada e juro real, recomendou seletividade no crédito privado, apontou potencial de valorização da bolsa brasileira em um ciclo de queda de juros e reforçou a importância da diversificação internacional.
A diretora Priscila Carvalho apresentou o panorama da Fundação, que administra cerca de 4,2 bilhões de reais. Ela explicou que 2025 foi marcado por juros elevados, incertezas fiscais e forte desvalorização do dólar ​, fatores que levaram a entidade a reduzir exposição à bolsa local e fortalecer alocações em renda fixa, principalmente em índices atrelados a juros reais, como o IMAB-5. Para 2026, informou que o ambiente continuará desafiador e que a FUNEPP manterá sua estratégia de diversificação, com ajustes pontuais no perfil agressivo para atender às exigências regulatórias referentes a investimentos no exterior.
Paulo Werneck apresentou um panorama da instituição, que é atualmente o maior fundo de pensão de capital privado do país, com 41 bilhões de reais administrados e 117 mil participantes. Ele destacou a relevância da diversificação das carteiras, do uso de modelos matemáticos de otimização e da análise macroeconômica no processo de gestão. Para 2026, apontou expectativas de queda gradual dos juros, inflação convergente à meta e fatores positivos como resultados corporativos sólidos e maior entrada de investidores estrangeiros. Ressaltou que a disciplina de longo prazo é essencial para capturar oportunidades e mitigar riscos em um contexto ainda incerto.
Encerrando o painel, Victor Hohl destacou que 2025 foi um ano especialmente desafiador, marcado por forte volatilidade decorrente de incertezas geopolíticas, intensificação da guerra tarifária e percepção crescente de risco fiscal em diversas economias. Esse ambiente estimulou um movimento global de bancos centrais em direção à diversificação de reservas, reduzindo exposições excessivamente concentradas em uma única geografia, moeda ou classe de ativos. Mesmo diante desse cenário adverso, o Sebrae Previdência conseguiu capturar parte das oportunidades que se apresentaram e manteve portfólios com baixo risco e elevada liquidez, preservando a capacidade de realizar ajustes rápidos, bem calibrados e plenamente alinhados aos objetivos de longo prazo.
Para 2026, Victor explicou que o ambiente macroeconômico tende a ser mais favorável, com expectativa de queda de juros e possível aumento na demanda por ativos de risco. Ainda assim, o período eleitoral amplia a incerteza e reforça a necessidade de prudência. Nesse contexto, a nova Política de Investimentos amplia a flexibilidade tática, ampliando os limites de alocação por classe de ativos e permitindo movimentos mais ágeis, sem abrir mão da essência da Entidade: preservação de capital e ganhos reais sustentáveis no longo prazo.
Entre as principais mudanças, ele destacou o uso de fundos passivos (ETFs) para dar mais velocidade e eficiência às decisões de alocação; a continuidade da estratégia de crédito estruturado; e a adoção do benchmark híbrido (CDI + inflação), alinhado à parcela relevante do portfólio já referenciada a juros reais elevados, oferecendo maior previsibilidade e transparência ao participante.
Hohl concluiu ressaltando que a Política de 2026 permanece conservadora, com leve redução de risco, mas com margem suficiente para capturar oportunidades de mercado de maneira responsável e tática.
Após o painel, o diretor-presidente Evandro Nascimento observou que os cenários apresentados reforçam a necessidade de prudência e visão de longo prazo para 2026. Ele destacou que o Sebrae Previdência atua de forma equilibrada e responsável, sempre priorizando a proteção do patrimônio dos participantes.
Em seguida, o Conselho aprovou a Política de Investimentos de 2026. O perfil Conservador passará de 105,93% do CDI para 85% a 106% e 15% a IPCA + 5,5%; o perfil Moderado, de 110,28% do CDI, para 85% a 110% e 15% a IPCA + 5,5%; e o perfil Arrojado, 113,72% do CDI, para 85% a 113% e 15% a IPCA + 5,5%. O plano Valor Previdência adota o perfil Moderado; e o Valor Empresarial, o Conservador.
Também foi aprovada a atualização da Política de Segurança da Informação, que consolida a governança do tema, reformula o Comitê de Segurança da Informação e define com clareza as responsabilidades da Diretoria, da área de Tecnologia da Informação e do encarregado de dados. A nova política incorpora as diretrizes do planejamento estratégico, com foco em infraestrutura, inovação tecnológica e adequação permanente de recursos humanos e materiais, e atende integralmente às exigências regulatórias aplicáveis às EFPCs. O documento foi revisado de forma integrada ao Plano Diretor de Tecnologia da Informação, reforçando um modelo de governança mais robusto, preventivo e alinhado à expansão institucional do Sebrae Previdência.
Fonte: Sebrae Previdência, em 15.12.2025.