Mercados globais em alerta e perspectivas econômicas moderadas marcam o mês
O mês de março foi marcado por um aumento nas incertezas nos mercados financeiros globais, impulsionado pelas políticas tarifárias do presidente dos Estados Unidos.
As políticas comerciais agressivas norte-americanas causaram incertezas econômicas e mudanças no comportamento do consumidor. As novas políticas anunciadas pelo governo, desde a posse do Presidente Donald Trump, têm gerado o aumento da volatilidade, que tende a levar os agentes econômicos a adiarem decisões de consumo e investimento, impactando negativamente o crescimento do país. Além disso, o cenário inclui outros potenciais vetores de desaceleração, como o aumento do custo de bens importados e um eventual aperto nas condições financeiras, ambos associados à imposição de tarifas.
Também, no mês de março, a Alemanha anunciou a intenção de adotar um pacote fiscal sem precedentes nas últimas décadas, com foco em investimentos em defesa e infraestrutura. Nesse contexto, a União Europeia iniciou discussões sobre a possibilidade de ampliar o espaço fiscal destinado a investimentos entre os países membros. O Banco Central Europeu implementou um corte de 25 pontos base na taxa de juros em março, o primeiro desde 2019, como medida para tentar estimular o crescimento econômico. A decisão foi amplamente esperada após a divulgação de indicadores econômicos decepcionantes.
Na China, o mercado financeiro apresentou um desempenho notável, impulsionado por avanços tecnológicos, estímulos econômicos e uma recuperação no consumo interno, apesar das tensões comerciais com os Estados Unidos. O Banco Popular da China implementou cortes nas taxas de juros e injetou liquidez no sistema financeiro para estimular o crescimento econômico, enquanto o governo anunciou pacotes de estímulo focados em infraestrutura e tecnologia, visando impulsionar a demanda interna e apoiar setores estratégicos.
Já no Brasil, o PIB do quarto trimestre de 2024 registrou leve alta em relação ao trimestre anterior, resultado abaixo das expectativas. A expectativa é de que ocorra uma desaceleração ao longo de 2025 de forma gradual, influenciada sobretudo pelos efeitos defasados da política monetária contracionista. O Banco Central elevou a taxa Selic em 100 pontos base, atingindo 14,25%, o maior nível desde 2016. Esta decisão foi tomada em resposta à inflação persistente e apesar de não ter especificado o tamanho do próximo aumento, o Comitê de Política Monetária (Copom) deixou em aberto a possibilidade de um novo ajuste em maio, dependendo da evolução dos indicadores econômicos e da inflação. O mercado financeiro permanece cauteloso, com expectativas de crescimento econômico moderado e inflação acima da meta. A continuidade do ciclo de aperto monetário dependerá da evolução dos indicadores econômicos e da eficácia das políticas implementadas.
No mês, o Ibovespa registrou uma desvalorização de 6,08%, enquanto o CDI apresentou uma valorização de 0,96%, a poupança avançou 0,61% e a meta atuarial teve um ganho de 0,91%.
PRINCIPAIS INDICADORES ECONÔMICOS

Em março, o Plano de Benefícios Básico (BD) registrou uma valorização de 1,35%, enquanto o Plano SABESPREV MAIS avançou 1,75% e o Plano de Reforço teve um crescimento de 1,72%.
DISTRIBUIÇÃO DO PATRIMÔNIO (EM R$ MILHÕES)

A Sabesprev continua trabalhando para melhorar a diversificação e a rentabilidade das carteiras de investimentos, sempre atenta às dinâmicas do mercado e aos indicadores econômicos.

ATRIBUIÇÕES DE PERFORMANCE
Em março, todas as estratégias de Investimentos da Sabesprev obtiveram rentabilidades positivas no resultado consolidado, as principais estratégias contribuidoras de performance foram o segmento de Renda Variável, com valorização de +5,28%; Renda Fixa, com +1,47%; segmento Imobiliário, com +1,35%; Investimentos Estruturados, com valorização de +1,03%; e Empréstimos a Participantes, com valorização de +0,56%.
EVOLUÇÃO DOS ÚLTIMOS ANOS
PLANO BD

PLANO SABESPREV MAIS

PLANO REFORÇO

PROJEÇÕES DE RENTABILIDADE
Em relação às perspectivas para 2025, a despeito de um cenário econômico global desafiador, com incertezas se amplificando e, dessa maneira, impactando negativamente o desempenho dos ativos financeiros pelo mundo, as premissas centrais do nosso planejamento dos investimentos seguem inalterados, com redução gradual da exposição a risco, indexação dos investimentos em renda variável, e sobre alocação em ativos pós fixados na Renda Fixa, com objetivo de aproveitar movimento de escalada dos juros. Continuaremos a monitorar de perto esses desenvolvimentos.
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Fonte: Sabesprev, em 30.04.2025.