Resultado acumulado do Plano 1 reflete conjuntura econômica adversa, mas plano mantém solidez e capacidade de pagamento de benefícios
A Previ divulga nesta quinta-feira, 13/3, o resultado do Plano 1 em 2024. Em um ano de forte volatilidade no mercado financeiro, o plano registrou um déficit acumulado de R$ 3,16 bilhões. Esse resultado reflete a desvalorização do portfólio de investimentos diante do cenário de risco fiscal, alta de juros e queda do Ibovespa, que recuou 10,8% no período.
Mesmo diante desse quadro desafiador, o Plano 1 segue sólido e cumprindo sua principal missão: garantir o pagamento de benefícios aos seus mais de 106 mil associados, dos quais 97% são aposentados ou pensionistas. Em 2024, o plano desembolsou um montante recorde de R$ 16,5 bilhões em benefícios. Esse compromisso foi honrado sem a necessidade de vender ativos, graças à robusta política de caixa da Previ.
Estratégia de investimentos mantém plano equilibrado
O Plano 1 segue a estratégia de imunização do passivo, iniciada em 2012, reduzindo gradualmente sua exposição à renda variável e aumentando os investimentos em renda fixa, o que traz mais previsibilidade e segurança. Em 2024, a Previ realizou desinvestimento de R$ 4,6 bilhões em renda variável, com vendas estratégicas de participações acionárias, e direcionou mais de R$ 12 bilhões para a compra de títulos públicos federais, que oferecem rentabilidade acima da meta atuarial.
A carteira de investimentos apresentou um desempenho misto no ano. A renda variável registrou rentabilidade de -12,4%, acompanhando o desempenho negativo do mercado acionário. Os investimentos no exterior tiveram retorno de -4,2%, impactados pela instabilidade global. Em contrapartida, o segmento imobiliário obteve rentabilidade positiva de 8,1%, enquanto a renda fixa gerou R$ 7,35 bilhões em cupons, garantindo uma fonte estável de recursos para o pagamento de benefícios.
Outro destaque foi o recebimento de R$ 5 bilhões em dividendos de empresas investidas, reforçando a resiliência da carteira e contribuindo para a liquidez do plano. “Temos uma carteira formada por ativos sólidos e empresas da economia real, que possuem excelente histórico no pagamento de dividendos e grande potencial de valorização no longo prazo”, ressalta o presidente João Fukunaga.
Compromisso de longo prazo e conquistas para os associados
Mesmo com os desafios conjunturais, o Plano 1 segue sustentável e equilibrado para cumprir seus compromissos até 2100, quando se estima que o último benefício será pago. A reserva matemática cresceu nos últimos anos, passando de R$ 185 bilhões em 2020 para R$ 212,2 bilhões em 2024.
Além dos desafios na gestão dos investimentos, o ano trouxe conquistas importantes para os associados. A Previ participou ativamente das discussões da Reforma Tributária, garantindo a manutenção da isenção de impostos para os planos de previdência complementar. Também firmou um acordo histórico com o Banco do Brasil sobre as reclamatórias trabalhistas, que deve trazer benefícios financeiros significativos para o Plano 1 nos próximos anos.
Outras melhorias foram implementadas diretamente para os associados, como o aumento do teto do Empréstimo Simples de R$ 270 mil para R$ 290 mil, ampliando o acesso ao crédito, e a modernização da Capec, com novas assistências sem aumento de custo.
A Previ reafirma seu compromisso com a transparência e a segurança dos seus associados, mantendo uma gestão responsável e focada na sustentabilidade do Plano 1. “Seguimos firmes na missão de garantir proteção e tranquilidade aos nossos associados e suas famílias. Com mais de 120 anos de história, a Previ continua sendo referência em previdência complementar no Brasil”, conclui Fukunaga.
Foco no longo prazo mantém solidez do Previ Futuro
Apesar da rentabilidade negativa, crescimento patrimonial e avanços regulatórios reforçam a sustentabilidade do plano
O Previ Futuro encerrou 2024 com rentabilidade de -0,20%, impactado pelo cenário econômico adverso, que trouxe forte volatilidade aos investimentos. Mesmo com esse desempenho no curto prazo, o plano segue sólido, com um patrimônio recorde de R$ 34,5 bilhões em ativos sob gestão, um crescimento patrimonial de aproximadamente R$ 1,8 bilhão no período, e mais de 86 mil participantes, a maioria funcionários da ativa.
Impacto da alta de juros e mudanças regulatórias
Diferente do que o senso comum pode sugerir, a alta da taxa Selic em 2024 impactou negativamente a carteira de renda fixa do Previ Futuro. Isso ocorre porque o aumento dos juros reduz o valor de mercado dos títulos públicos de longo prazo, que representam uma parte significativa da carteira do plano. Ainda que a estratégia da Previ seja manter esses títulos até o vencimento – garantindo a rentabilidade contratada – a exigência contábil de marcação a mercado gerou oscilações na rentabilidade dos perfis, inclusive no Conservador.
O segmento de renda fixa, que representa uma parcela significativa da carteira, teve rentabilidade de 2,3%, abaixo da meta atuarial de 9,61% (INPC + 4,62%). Já a carteira de renda variável, mais sensível às oscilações do mercado, apresentou queda de 8,7%, refletindo o desempenho negativo da bolsa de valores.
Uma mudança regulatória importante aprovada em 2024 permitirá que parte dos títulos seja contabilizada na curva, ou seja, considerando o valor de vencimento, e não o valor de mercado momentâneo. Se essa regra já estivesse em vigor, os resultados dos perfis teriam sido significativamente melhores. Essa alteração trará mais estabilidade para a rentabilidade do plano nos próximos anos.
Mesmo diante dos desafios conjunturais, a Previ aproveitou oportunidades de investimento. Foram aplicados, em média, R$ 180 milhões por mês em títulos atrelados à inflação com taxas atrativas, como IPCA + 7,5% ao ano, o que fortalece a perspectiva de rentabilidade para o futuro.
Entre os investimentos no exterior, a rentabilidade ficou em -5,1%, impactada pela instabilidade dos mercados globais. O segmento imobiliário, por outro lado, manteve um desempenho positivo de 7,9%, reforçando a importância da diversificação do portfólio.
É sempre válido reforçar que é fundamental analisar a rentabilidade do plano com uma visão de longo prazo, já que a estratégia de investimentos do Previ Futuro é voltada para a acumulação previdenciária ao longo dos anos.
Evolução da estrutura de investimentos e conquistas para os participantes
2024 foi um ano de muito trabalho para modernizar a estrutura de investimentos do Previ Futuro. Desde a criação dos perfis, em 2009, o plano tinha uma carteira única de investimentos, segregada basicamente em dois grandes blocos: renda fixa e renda variável. A nova organização dos ativos, implementada no início de 2025, trará mais flexibilidade e eficiência à gestão dos perfis. Além disso, possibilitará a criação de um novo perfil de investimento menos volátil, voltado para os associados que estão próximos da aposentadoria e que desejam maior previsibilidade nos seus recursos.
Outra conquista relevante para os participantes foi a mudança na regra da tributação, trazida pela Lei 14.803/24. Até então, a escolha entre as tabelas progressiva e regressiva do Imposto de Renda era feita no momento da adesão ao plano, sem visibilidade sobre qual opção seria mais vantajosa no futuro. Com a nova regra, os associados poderão tomar essa decisão no momento da aposentadoria, garantindo um planejamento tributário mais eficiente.
Mesmo com um ano desafiador, o Previ Futuro segue avançando. “Estamos preparados para recuperar a rentabilidade do plano e garantir os retornos necessários para que cada participante tenha o futuro que merece e deseja”, afirma o presidente João Fukunaga.
Com mais de 120 anos de história, a Previ reafirma seu compromisso de longo prazo com seus associados, garantindo segurança e solidez na gestão dos recursos previdenciários.
Fonte: Previ, em 13.03.2025.