Congresso de Nutrologia debateu os avanços no diagnóstico e tratamento da obesidade

A Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) realizou nos dias 24 e 26 de setembro, em São Paulo, o XXX Congresso Brasileiro de Nutrologia – CBN 2026 e III World Congress of Nutrology, que debateu os avanços no diagnóstico e tratamento da obesidade. O Congresso foi 100% presencial e contou com a participação de mais de 3,5 mil profissionais de saúde. Foram realizados 70 simpósios nacionais e internacionais, com a apresentação de cerca de 400 trabalhos científicos e uma área de exposição com mais de 60 empresas.
Entre os principais temas debatidos, estavam as novas terapias para obesidade e diabetes, o uso de medicamentos baseados em incretinas, como os agonistas de GLP-1 e GIP, a preservação da massa muscular durante o emagrecimento, a síndrome cardiorrenal-metabólica, a resistência à insulina, a microbiota intestinal e a personalização da nutroterapia.
“O CBN foi um espaço em que discutimos as evidências científicas mais recentes, aprimoramos a prática clínica e tomamos conhecimento das inovações que estão transformando a especialidade”, destacou o presidente da Abran, Durval Ribas Filho.
Saiba mais em www.abran.org.br
Diretores apresentam para a Fenaban as funcionalidades do Atesta CFM

O 1º secretário do CFM, Hideraldo Cabeça, e o 2º tesoureiro da entidade, Carlos Magno Dalapicola reuniram-se na tarde desta terça-feira (29) com o presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Adauto Duarte, para debaterem ações conjuntas das duas entidades. Na reunião, o representante do setor bancário afirmou que a Fenaban apoia o CFM nas causas que envolvam a defesa do ato médico na emissão de atestados médicos.
Durante o encontro, Hideraldo Cabeça apresentou a plataforma Atesta CFM e mostrou como ela pode ser importante para a redução do absenteísmo nas empresas. Disse, também, que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Tribunal de Contas da União (TCU) já se posicionaram favoravelmente à plataforma, mas que ela se encontra suspensa pela Justiça. Duarte disse que a Fenaban poderá se juntar ao CFM no trabalho pela liberação da plataforma.
A reunião também serviu para acertar a participação do diretor Carlos Magno Dalapicola na live “Atestado Médico em pauta: avanços e desafios no afastamento pelo INSS”, a ser realizada nesta quarta-feira (30) pela Febraban e pelo jornal O Globo. Como médico do trabalho, Carlos Magno vai falar sobre a Resolução CFM 2.323/22, que estabelece normas e diretrizes para os médicos que atendem o trabalhador.
CFM abre III Fórum da Câmara Técnica de Oftalmologia com foco no Ato Médico



O Conselho Federal de Medicina (CFM) realiza nesta quarta-feira (30), o III Fórum da Câmara Técnica de Oftalmologia, com o tema central “Refração”. A organização é do conselheiro federal Cleiton Cássio Bach, suplente por Rondônia e coordenador da Câmara Técnica de Oftalmologia. A programação vai das 9h às 14h. Os inscritos participam por videoconferência (Zoom), e o evento também é transmitido pelo YouTube.
Acompanhe ao vivo:
A abertura contou com o 1º vice-presidente e presidente em exercício do CFM, Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, com Bach e com a presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Maria Auxiliadora Monteiro Frazão.
Emmanuel Fortes lembrou que o CFM mudou sua forma de trabalhar com as câmaras técnicas. Em vez de apenas responder a consultas, os coordenadores passaram a ser protagonistas na formulação de propostas para cada especialidade. Ele disse que o fórum trata tanto da segurança do Ato Médico quanto da relação da medicina com a sociedade, incluindo a invasão de competências profissionais.
O presidente em exercício afirmou que a medicina não pode ser mercantilizada, mas mantém uma relação real com o mercado, que deve seguir princípios e preservar a relação médico-paciente. Segundo ele, a Oftalmologia tem estrutura para contribuir com essa visão. Também defendeu que os médicos, a partir de suas sociedades de especialidade, aprendam a distinguir custos de honorários.
Ao discursar, Bach afirmou que a refração “não é um fim em si mesmo” e que ela integra uma avaliação médica complexa. Segundo ele, a queixa de visão embaçada pode ser uma ametropia comum, mas também pode indicar diabetes descompensado, ceratocone, tumor intracraniano ou lesão vascular da retina. Para o coordenador, discernir a causa de um sintoma é realizar diagnóstico, competência que a Lei do Ato Médico atribui ao médico.
Bach também disse que a consulta para prescrição de óculos costuma ser a única oportunidade de uma pessoa sem sintomas ser examinada por um oftalmologista. Doenças como o glaucoma e as retinopatias diabética e hipertensiva, explicou, evoluem sem sinais precoces. Um teste refrativo desvinculado do Ato Médico, na avaliação dele, cria uma falsa sensação de segurança e pode adiar diagnósticos.
Fortalecimento da especialidade – Maria Auxiliadora Frazão destacou que a aproximação entre as instituições fortalece a Oftalmologia e a medicina brasileiras e defendeu que as entidades atuem juntas em favor da boa prática e dos pacientes.
Fonte: Portal CFM, em 30.09.2026.