I Fórum Virtual de Geriatria do CFM
“Trinta e oito mil Centenários no Brasil”: Desafios e Propostas para os Cuidados dos Longevos
O Conselho Federal de Medicina (CFM) está prestes a sediar o I Fórum Virtual de Geriatria, um evento fundamental para médicos que buscam aprimorar seus conhecimentos e contribuir para o avanço na área da saúde da pessoa idosa.
Marcado para o dia 15 de março, o fórum acontecerá das 09h às 16h, transmitido da sede do CFM, em Brasília (DF). Os inscritos participarão via videoconferência pela plataforma Zoom, com transmissão ao vivo pelo YouTube.
Para fazer o acompanhamento pelo Zoom e, assim, receber o certificado de participação, o interessado deve fazer a inscrição aqui.
A iniciativa está sendo desenvolvida pelos membros da Câmara Técnica (CT) de Geriatria do CFM, que trarão valiosas contribuições, conduzindo e mediando as mesas e palestras, e discutindo uma série de tópicos relacionados ao envelhecimento, saúde e capacidade funcional dos idosos.
Programação – O evento será dividido em quatro mesas principais, cada uma abordando temas cruciais para a compreensão e melhoria da assistência à saúde da pessoa idosa. Participam das mesas palestrantes renomados e especialistas, desenvolvendo e desdobrando as discussões em tópicos como demografia e características populacionais, cuidados e assistência, e organização de serviços de saúde.
Confira a programação completa aqui.
Para a coordenadora da CT e conselheira federal pelo estado de Pernambuco, Helena Maria Carneiro Leão, “o I Fórum Virtual de Geriatria do CFM promete ser uma oportunidade única para médicos se atualizarem, trocarem experiências e contribuírem para o avanço na atenção à saúde da pessoa idosa”.
A conselheira enfatiza ainda as vantagens da participação remota pela plataforma Zoom, “que oferece uma experiência valiosa e conveniente, eliminando a necessidade de deslocamento, reduzindo custos e economizando tempo precioso para os profissionais”.
Para mais informações e inscrições, acesse o site oficial do CFM: portal.cfm.org.br/eventos
Serviço:
Data: 15 de março de 2024
Horário: Das 09h às 16h
Local: Sede do CFM em Brasília (DF) e via videoconferência pela plataforma Zoom, com transmissão ao vivo pelo YouTube.
CFM participa de cerimônia de acolhimento a residentes médicos no DF
O Conselho Federal de Medicina (CFM) estará presente na próxima quarta-feira (28), das 9 às 12h, da cerimônia de Acolhimento aos Residentes Médicos da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). O evento contará com a presença da 2ª vice-presidente do CFM, Rosylane Rocha, demais entidades médicas e gestores da SES-DF. O objetivo é dar as boas-vindas aos médicos brasileiros que vieram ao Distrito Federal para iniciar sua especialização na modalidade de Residência Médica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na capital, a Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (FEPECS), é a instituição formadora responsável pelo projeto pedagógico dos programas de residência médica desenvolvidos nos cenários de prática da SES-DF. Esta, como instituição gestora do SUS no Distrito Federal, é responsável pela organização da formação de recursos humanos na área de saúde no âmbito local.
Os selecionados participaram do Edital Normativo nº 1 – RM-1/SES-DF/2023, de 30 de outubro de 2023, que disponibilizou 401 vagas distribuídas em diversas áreas. Essas incluem Clínica Médica, Medicina de Família e Comunidade, Pediatria, Cirurgia Geral, Obstetrícia e Ginecologia, além de outras 53 especialidades.
Representantes do CFM e Universidade de Porto promovem atividades para fortalecer a bioética

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Universidade do Porto (UP) confirmam comprometimento com a bioética pelo bem-estar dos povos e o desenvolvimento de melhores práticas médicas. Esse foi o mote de uma série de atividades realizadas recentemente com a participação de representantes das duas organizações.
A autarquia brasileira e a instituição de ensino portuguesa compartilham uma duradoura história de colaboração e relações acadêmicas e institucionais, sempre visando a promoção da excelência em medicina e bioética. Dos encontros, participaram pelo CFM – José Hiran Gallo (presidente) e Rosylane Rocha (2ª vice-presidente) – e pela UP – António Pereira (reitor), Rui Nunes (diretor do Programa Doutoral em Bioética da Faculdade de Medicina) e Ivone Duarte (professora).
O foco principal foi o fortalecimento do Programa Doutoral em Bioética, fruto do convênio de parceria entre o CFM e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). Além de questões administrativas, discussões e acordos para a continuidade e fortalecimento da iniciativa, Gallo foi membro da banca avaliadora da defesa de teses de doutoramento de alunos do curso.

Entre outros compromissos, o presidente do CFM ainda palestrou na conferência “Novas Perspectivas para a Ética Médica”. O evento aconteceu no Auditório do Centro de Investigação Médica da FMUP, sendo um marco significativo na discussão contemporânea sobre ética na medicina. Com moderação de Guilhermina Rego, professora catedrática da FMUP, também fizeram exposições Lujain AlQodmani, presidente da Associação Médica Mundial, e Rui Nunes.
Mundial de bioética – Outro tema que fez parte da agenda com os representantes do CFM e da UP foi a organização da 16ª Conferência Mundial de Bioética, Ética Médica e Direito na Saúde, evento que será realizado em Brasília (DF), em julho de 2024. Pela primeira vez no continente americano, trata-se de uma quebra de paradigma, dando voz aos latinos americanos em um debate tão importante. Na cidade, são esperados alguns dos mais importantes pesquisadores na área, tornando a capital brasileira palco de discussões determinantes para entendimento do uso de inteligência artificial na medicina e outros desafios contemporâneos.

Dentre as deliberações do grupo reunião está a prorrogação do prazo para a inscrição de trabalhos para o evento. Pesquisadores em bioética têm até o dia 29 de fevereiro para enviar seus resumos pelo site oficial do evento. Quando selecionados, os trabalhos poderão ser apresentados no formato pôster ou com sustentação oral.
Atendendo a demanda de brasileiros, em breve, a organização da conferência facilitará o pagamento por transferência bancária, expandindo as opções disponíveis para os participantes efetuarem suas inscrições. Essas e outras informações oficiais do evento você encontra no site da organização: https://www.bioethicsbrasilia2024.com/
Celebração acadêmica – A agenda ainda contemplou a participação do grupo em evento organizado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). Trata-se do Dia da Graduação na sua Aula Magna, um momento significativo na vida acadêmica dos médicos que concluem o doutorado, destacado pela entrega da Medalha de Graduação.

Em uma situação especial, Rosylane Rocha, que concluiu o doutoramento em 2022 e não pôde estar presente no Dia da Graduação de sua turma, finalmente recebeu honraria. A entrega foi realizada por Rui Nunes e José Hiran Gallo. A atividade foi um momento que reforçou a importância da colaboração entre FMUP e CFM, destacando o papel da educação médica e da bioética no desenvolvimento de profissionais qualificados e comprometidos com a excelência na prática médica.
Na oportunidade, foi informado que a solenidade de entrega de certificados da 13ª turma do Programa Doutoral em Bioética, será realizada em 6 de junho, na sede do CFM. Também foi compartilhada a decisão de publicação do edital de seleção da 14ª turma do Programa Doutoral em Bioética, reforçando o compromisso de ambas as instituições com a educação de alta qualidade e a pesquisa inovadora na área da saúde.
CFM apresenta à Anvisa a adoção de medidas que facilitam o exercício da medicina

Uma série de pautas de interesse dos médicos e dos pacientes brasileiros foram defendidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em reunião com Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta semana. Entre os tópicos abordados, estavam o controle na venda de preenchedores utilizados em procedimentos estéticos invasivos, o desestímulo à prescrição de anabolizantes e esteroides com finalidade estética e a necessidade de inserir as receitas dos tipos A e B em plataformas eletrônicas de prescrição médica. Também foram discutidos os riscos do uso indiscriminado de substâncias para o controle do diabetes com finalidade de emagrecimento.
Na reunião, o CFM foi representado pelo presidente José Hiran da Silva Gallo e pelo conselheiro Raphael Câmara Medeiros Parente, eleito pelos médicos do estado do Rio de Janeiro. Os pleitos foram apresentados aos diretores da Agência, Daniel Meirelles Fernandes Pereira e Leandro Rodrigues Pereira. “O CFM está atento às demandas da classe médica e, por isso, entra em campo para lutar pelos interesses dos mais de 560 mil profissionais. Essa é nossa missão”, disse Gallo ao fim do encontro realizado na quinta-feira (22), na sede da Anvisa.
Foram quase duas horas de conversa, durante as quais o CFM apresentou argumentos técnicos, legais e éticos em favor das demandas dos médicos brasileiros. “Sabemos que outros encontros serão necessários, mas damos, assim, continuidade a um processo constante de negociação com organizações importantes para a saúde brasileira, como a Anvisa”, ressaltou o presidente do Conselho.
Em sua avaliação, o encontro foi positivo. Os diretores reconheceram a pertinência das pautas levantadas e se mostraram receptivos a discutirem mudanças que vão beneficiar o exercício da medicina e trazer mais conforto e segurança aos pacientes. A receptividade da Agência ficou evidente com a proposta de criação de Grupos de Trabalho para aprofundar o entendimento técnico e definir ações sobre todos esses tópicos.
Prescrição eletrônica – Na discussão com os diretores, os representantes do CFM apontaram a necessidade de se incorporar as receitas do tipo A e B (de controle especial) em plataformas de prescrição médica. Essa lacuna tem dificultado a vida de médicos e pacientes, em especial em situações de atendimento por telemedicina. O CFM defendeu junto à Anvisa que essa evolução ocorra rapidamente.
“O avanço da telemedicina exige a ampliação do acesso dos médicos a ferramentas que facilitem a prescrição de medicamentos para o tratamento de doenças. O CFM já disponibiliza gratuitamente para todos os médicos do Brasil uma plataforma de Prescrição Eletrônica, com segurança certificada”, disse José Hiran Gallo. O tema já vem sendo tratado em reuniões realizadas com a participação do CFM, Anvisa e do Conselho Federal de Farmácia (CFF).
Emagrecimento – Outro tópico tratado foi a apresentação formal à Anvisa do parecer CFM nº4/2024, referente ao uso dos agonistas do receptor do peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) e sua regulação. O documento, relatado pelo conselheiro Raphael Câmara, recomenda divulgação para sociedade e médicos dos riscos das indicações terapêuticas dos agonistas do receptor do peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1). Ele também solicita à Agência que seja exigida a prescrição médica controlada, com retenção de segunda via da receita, para venda em farmácia.
Segundo o conselheiro, trata-se de uma classe relativamente nova de medicamentos com aumento expressivo de consumo pela população. Apesar de recomendado para o tratamento do diabetes, tem sido utilizado em processos de emagrecimento, porém sem um conhecimento sólido sobre seus efeitos colaterais, ressaltou o conselheiro do CFM que, em seu parecer, defende campanhas de esclarecimento sobre esses riscos para a população. Alguns efeitos adversos descritos na bula são: pancreatite, retinopatia, reações alérgicas graves, problemas respiratórios, transtornos gastrointestinais e taquicardia.
Esteroides anabolizantes – O CFM pediu ainda apoio da Anvisa à Resolução nº 2.333/23, que veda a prescrição médica de terapias hormonais, como esteroides androgênicos e anabolizantes (EAA), com finalidade estética ou para melhora de performance. Mesmo com essa proibição, ainda é crescente o uso dessas substâncias pela população. Além disso, há outras categorias da saúde que alegam que a Resolução do CFM não os alcança e, por isso, declaram que vão continuar a prescrever as terapias hormonais com finalidade estética.
“É fundamental alertar os brasileiros para os riscos potenciais do uso de doses inadequadas de hormônios e a possibilidade de efeitos colaterais danosos, como hipertrofia cardíaca, hipertensão arterial sistêmica e infarto agudo do miocárdio, entre outros”, ressaltou José Hiran Gallo. Para criar essa consciência, o CFM pede à Anvisa que se manifeste, por meio de nota pública, reiterando a pertinência da Resolução do Conselho para trazer mais segurança à população.
Preenchimentos – Na pauta apresentada pelo CFM também estavam os riscos do uso e venda indiscriminada de ácido hialurônico e outras substâncias de preenchimento no País. Diante desse cenário, o Conselho pediu à Anvisa a adoção de medidas urgentes para oferecer maior segurança à população, como o estabelecimento de maior controle sobre a produção, prescrição e comercialização dessas substâncias de uso estético.
Também se cobrou da Anvisa uma ação mais efetiva para coibir o comércio dessas substâncias pela internet promovido por empresas que não atendem às exigências da legislação sanitária brasileira. Além disso, defendeu-se maior rigor na fiscalização de critérios de conservação dos produtos durante seu transporte, evitando que substâncias avariadas sejam utilizadas em procedimentos.
“O noticiário em nível nacional tem exibido situações graves, como casos de deformação física de pacientes, muitas vezes de caráter irreversível. Outros agravantes dessa situação aparecem na forma de complicações, como embolia pulmonar, decorrentes do uso de produtos durante tratamentos estéticos”, lembrou o presidente do CFM.
Para ele, os problemas se multiplicam também em função da ação de pessoas sem formação em medicina na realização de procedimentos estéticos invasivos. “O despreparo implica no uso inadequado das substâncias, sem uma avaliação prévia do paciente e sem informá-lo dos riscos inerentes. De forma complementar, há a incapacidade dessas pessoas de agirem em caso de intercorrências. A população se encontra vulnerável diante dos abusos praticados por profissionais sem habilitação. É preciso lutar pela segurança da população”, finalizou.
CFM promove debate para discutir tecnologias para assistência a pacientes com características especiais


O III Simpósio Virtual de Doenças Raras do Conselho Federal de Medicina (CFM) foi realizado dia 16 de fevereiro e teve como tema central as tecnologias assistivas. Por meio do evento, que foi gravado e permanece disponível no canal do CFM no YouTube, a autarquia difunde conhecimentos que visam a melhor assistência à saúde da população. No Brasil, são mais de 13 milhões de “raros”. Nesse contexto, em alusão ao Dia Mundial das Doenças Raras, celebrado em 29 de fevereiro, a atividade também conscientiza e sensibiliza a sociedade sobre este conjunto de doenças e suas implicações na qualidade de vida das pessoas.
ASSISTA AO EVENTO EM SUA ÍNTEGRA CLICANDO AQUI
A coordenadora da Câmara Técnica de Doenças Raras do CFM e conselheira federal pelo Mato Grosso, Natasha Slhessarenko, chama a atenção para a alta relevância do tema uma vez que das 7 mil doenças descritas como raras, apenas 2% tem tratamentos que interferem na progressão da doença. “Em 95% dos pacientes, a reabilitação é a estratégia terapêutica a ser desenvolvida. Trazer esse tema reforça o compromisso e a preocupação do CFM em zelar pelo bem-estar da sociedade”, afirma.
“O universo das doenças raras tem ainda muito a ser estudado. Nesta edição do simpósio, o objetivo foi trazer para discussão formas de tornar os pacientes mais autônomos, livres e integrados à realidade. Uma sociedade mais inclusiva vai permitir um viver muito mais leve e feliz para os pacientes e suas famílias”, complementou. A programação tratou de recursos, práticas e serviços que promovem a funcionalidade da pessoa com alguma deficiência, que permitem ao paciente ampliar as suas capacidades de locomoção ou comunicação.
Panorama – O primeiro palestrante foi Vinícius Delgado Ramos – assistente de relações internacionais e membro do Centro Colaborador da Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS) para Reabilitação e Tecnologia Assistiva, vinculado ao Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Ele apresentou os conceitos fundamentais do tema e trouxe um panorama das tecnologias assistivas no Sistema Único de Saúde (SUS).
Neste contexto, o acesso à tecnologia assistiva no País está intimamente relacionado aos serviços de habilitação, segundo o especialista, que trouxe ainda dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. Pelos números, no estado de São Paulo, 18,4% das pessoas com ao menos alguma dificuldade funcional tiveram acesso a serviços de reabilitação nos 12 meses anteriores à entrevista. Desse total, 46,6% usaram o SUS.
Na sequência, Denise Rodrigues Tsukimoto, representando o Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, falou sobre como as tecnologias assistivas ampliam o horizonte dos “raros”. Além da terapia ocupacional, ela lembrou dos fatores contextuais. Ambientes físico, social e de atitudes em que as pessoas vivem podem ser classificados como facilitadores ou barreiras para o paciente.
“Assim é possível refletir sobre a ideia de ‘acrescentar vida aos anos’ e não somente ‘anos à vida’; conceito que bem se aplica ao contexto das pessoas que vivem com doenças raras, que podem, independentemente da quantidade de anos que viverão, ter mais qualidade de vida através de tratamento adequado e acesso às tecnologias assistivas”, ressaltou.
Por fim, o palestrante André Tadeu Sugawara, supervisor do Programa de Residência de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, tratou do tema “Inovação em equipamentos projetados para a melhora da qualidade de vida”.
Em sua exposição, ele explicou como doenças raras alteram diretamente a capacidade e o desempenho funcionais, geram sobrecarga de cuidadores e diminuem a autonomia. Sugawara trouxe ainda o cenário de estigma social e diversas barreiras e falou sobre a importância de entender as necessidades de crianças com deficiências. Por fim, ainda mostrou que o investimento em acessibilidade traz retorno financeiro.
“Precisamos de um movimento envolvendo sociedade civil, entidades médicas como o CFM e, claro, o poder público. Precisamos de mais centros de reabilitação. A reabilitação é o que se tem de instrumento terapêutico para as pessoas com doenças raras”, finalizou.
No Senado, CFM defende Programa Nacional de Imunizações e descreve ações da Autarquia contra a Covid

O conselheiro Estevam Rivello, em audiência promovida pelo Senado nessa segunda-feira (26), defendeu o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e detalhou aos parlamentares as ações tomadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) contra a pandemia de Covid-19. Ele também alertou para a importância do médico no atendimento das crianças, orientando os pais sobre a vacina contra o coronavírus específica para essa população.
Os comentários foram feitos no Plenário do Senado, que foi o palco de uma sessão para tratar da obrigatoriedade da aplicação da vacina contra a Covid-19 em crianças de 6 meses a 5 ano de idade. Foram mais de oito horas de apresentações.
Segundo Rivello, a autarquia sempre esteve presente em todas as etapas do PNI ao longo dos últimos 50 anos, subsidiando os médicos brasileiros e os diretores técnicos das unidades de saúde a fim de contribuir com o desenvolvimento das vacinas e de sua distribuição. “O PNI dá uniformidade a uma política de Estado. Houve momentos na história do Brasil, com difícil acesso aos imunizantes, mas, com a criação do SUS, ficou mais fácil”, disse.
Providências – Ele ressaltou que o CFM, desde o início da pandemia, adotou providências importantes que ajudaram no esforço contra o vírus, como a defesa da vacinação contra Covid-19, a ampliação das fiscalizações nas unidades de saúde voltadas ao atendimento com esse quadro e a solicitação às sociedades de especialidades para fornecerem orientações técnicas ao trabalho dos médicos na linha de frente, entre outros pontos.
Outra medida do CFM foi a edição da Resolução 2.271/2020, que permitiu redimensionar a responsabilidade técnica das UTIs durante a pandemia. “Nós mudamos a proporção de médicos por leitos de UTI. Foi de um profissional para cada dez leitos para um por 20 na pandemia. Fizemos para oferecer ao cidadão brasileiro uma assistência de qualidade”, relembrou ele, que é relator da norma.

Rivello também destacou em sua exposição no Senado a importância do médico no atendimento de crianças e suas famílias na vacinação contra a Covid-19. Ele destacou que a bula do insumo utilizado no País determina o médico como responsável por prescrever, por antever problemas e fazer consultas, inclusive, quando do diagnóstico diferencial e de algum tipo de anormalidade.
Segundo o conselheiro, como o médico que analisa todos os casos que tiveram efeito colateral indesejável, ele deve ter voz em todas as etapas do atendimento. “De alguma forma, então, o médico precisa ser ouvido nesse aspecto bioético para não permitir orientações que, muitas vezes, o mundo não está praticando ou que a própria ciência ainda não tem o seu conhecimento formado”, comentou.
Por fim, ele destacou que o CFM é favorável ao fornecimento de vacinas à população brasileira, mas contrário à sua obrigatoriedade.
Fonte: Portal CFM, em 27.02.2024.