
Integrantes do CFM se reúnem com deputado Augusto Puppio (MDB-AP) e líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões Jr. (AL)
Em meio às discussões na Comissão Mista do Congresso Nacional criada para analisar a Medida Provisória (MP) 1.165/23, que trata do Mais Médicos, integrantes da Comissão de Assuntos Políticos do Conselho Federal de Medicina (CAP/CFM) intensificaram as articulações esta semana junto às lideranças partidárias. Eles também estiveram nas duas audiências públicas realizadas pelo colegiado nos últimos dias.
Os principais pontos defendidos pela autarquia, que inclusive estão presentes em emendas parlamentares elaboradas ao texto da MP, são a exigência de aprovação no Revalida para formados em medicina no exterior que queiram atuar no País, como prevê a legislação brasileira, e o estabelecimento de critérios mais rigorosos para a abertura de novas escolas médicas.
Agenda – Na quarta-feira (24), os conselheiros Alceu Pimentel, Júlio Braga e Luís Guilherme Teixeira se reuniram com o líder do PSD na Câmara, Antônio Brito (BA). Na oportunidade, entregaram argumentos do Conselho em relação à MP. Com o mesmo objetivo, também se encontraram com o líder do Patriota, Fred Costa (MG), e o deputado do partido, Dr. Frederico (MG).
Já na quinta-feira (25), os membros da CAP tiveram agenda com o líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões Jr. (AL). O deputado Augusto Puppio (MDB-AP), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Cirurgia Reparadora de Pessoas com Fissura lábio palatina, também esteve presente.
Sugestões – Das 254 emendas parlamentares previstas na MP do Mais Médicos, 98 foram elaboradas com base em argumentos do CFM. Para o conselheiro Alceu Pimentel, os deputados receberam muito bem as sugestões do Conselho. Segundo ele, é importante que a autarquia leve as preocupações da classe médica e da população para os representantes do Legislativo.
“Estamos atentos à qualidade dos profissionais que atenderão os brasileiros. Por isso, apoiamos a exigência da revalidação dos diplomas obtidos no exterior”, observou. Segundo ele, a responsabilidade pela aplicação do exame é do Ministério da Educação. “É uma ação de inteira responsabilidade do Estado, por meio do MEC. Muitas pessoas pensam que é algo do CFM. Mas não é. Nós não temos nenhuma participação nisso. O que defendemos é o que está previsto em lei: formados em medicina no exterior que desejam atuar no Brasil devem passar pelo Revalida”, afirmou.
Formação – O conselheiro Júlio Braga, coordenador da Comissão de Ensino Médico do CFM, ressaltou a importância de o País adotar critérios objetivos para a formação médica. “As vagas são autorizadas sem um instrumento objetivo. Isso precisa estar estabelecido na MP, pois há cursos em cidades sem estrutura alguma de saúde. Muitas vezes, infelizmente, os estudantes têm de viajar centenas de quilômetros para atender um paciente”, destacou.
Segundo o conselheiro Luís Guilherme Teixeira, o Conselho Federal de Medicina continuará atuando junto aos congressistas na próxima semana, quando está prevista a apresentação do relatório da MP do Mais Médicos na Comissão Mista que trata do tema. “O trabalho do CFM no Congresso Nacional é de suma importância para o aperfeiçoamento de matérias que impactam diretamente a população, como essa do Mais Médicos”, ressaltou.

Deputado Dr. Frederico (Patriota-MG) e líder do partido na Câmara, Fred Costa (MG), se reúnem com integrantes do CFM
CFM participa do lançamento da Frente Parlamentar de Valorização do Clínico e Resgate da Identidade Médica

O Conselho Federal de Medicina (CFM) participou da solenidade de lançamento da Frente Parlamentar de Valorização do Clínico e Resgate da Identidade Médica, na Câmara dos Deputados. O 2º-tesoureiro, Carlos Magno Dalapicola, representou a autarquia na ocasião.
“É muito importante esse tipo de iniciativa que cria uma frente para valorizar o clínico bem formado, já que existe uma demanda significativa por esse profissional médico no Brasil. Percebo que estamos alinhados na busca pelo melhor para a saúde no Brasil e vamos trabalhar em conjunto para somar forças e conseguir avançar”, disse.
Escolas – O deputado Luiz Alberto Ovando (Progressistas-MS), responsável pela proposta de criação da Frente, tem 48 anos de atuação como médico e criticou a abertura desenfreada de escolas de medicina. Ao citar números sobre o aumento de cursos e de formados em medicina nos últimos anos, ele afirmou que isso não provocou melhora no atendimento.
“Esse é o desafio de toda a sociedade brasileira que tem de zelar pela qualidade de seus profissionais e não se dobrar aos interesses econômicos de alguns grupos, passando por cima do interesse político da Nação. Vamos lutar em prol da qualidade do atendimento médico e de toda a equipe, com agilidade, eficiência, dignidade, resolubilidade e economia nos métodos disponíveis”, ressaltou Luiz Ovando.
Qualidade – O deputado Osmar Terra (MDB-RS) também afirmou que a abertura de escolas médicas, sem seguir parâmetros para uma boa formação, é um “absurdo”. Na visão dele, é preciso garantir que o profissional saia da faculdade apto a atender a população. “Qualidade é tudo no trato do ser humano. Nessa Frente, podemos buscar valorizar a carreira médica. O que fizermos será para salvarmos vidas. Juntos vamos fazer um país mais justo e mais humano”, acrescentou.
Várias outras autoridades participaram do evento, como os deputados Leo Prates (PDT-BA), Bibo Nunes (PL-RS), Frederico (Patriota-MG) e Rosângela Moro (União-SP). O senador Hiran Gonçalves (Progressistas-RR) também esteve no lançamento e elogiou a iniciativa de construção da nova Frente Parlamentar. Após reiterar seu compromisso com a medicina, disse que seguirá na luta para manter a exigência de aprovação no Revalida para quem se formou no exterior e pretender atuar no Brasil.
VIII Congresso Brasileiro de Humanidades Médicas será em setembro

Encontro debaterá a arte do cuidado na era da tecnologia
Com discussões sobre a presença e as perspectivas das humanidades na formação médica neste século e a vocação humanista da Medicina, que tem como premissa garantir a saúde como direito de todos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) realizará nos dias 21 e 22 de setembro deste ao o VIII Congresso Brasileiro de Humanidades Médicas. O encontro será realizado forma presencial, em Brasília (DF), e as inscrições estão abertas a partir desta quinta-feira (25).
O evento será aberto com a conferência “Humanidades Médicas: um buquê de princípios para anunciar o retorno da primavera essencial”, às vésperas do início da primavera no Hemisfério Sul. Em dois dias de debates, oficinas e apresentação de trabalhos, a programação do VIII Congresso prevê a apresentação de palestras por especialistas membros da Comissão de Humanidades Médicas do CFM, seguidas de mesas redondas que discutirão o ensino das humanidades nas escolas de medicina. A coordenadora do encontro, Helena Maria Carneiro Leão, também 2ª secretária do CFM, destaca o objetivo do evento: “com este oitavo Congresso, pretendemos estimular ainda mais a sensibilidade do médico brasileiro e também incentivar os jovens estudantes sobre a arte da medicina, em seu mais amplo contexto.
Oficinas – No período da tarde, o Congresso dará espaço a oficinas de debates, que prometem contribuir para uma maior interação entre os participantes. Os workshops acontecerão de forma simultânea em espaços diferentes e também diversos temas, como o “Nascer”, “Viver plenamente envelhecer dignamente” e o “Morrer”.
Na tarde do segundo dia, a programação do VIII Congresso prevê a realização de outras três oficinas. Em uma delas, as discussões serão sobre a comunicação médico-paciente na era da internet. Já nas outras duas, os participantes analisarão o papel do cinema e das artes em geral para a humanização da medicina.
Apresentação de trabalhos – A exemplo das outras edições, o VIII Congresso Brasileiro de Humanidades Médicas terá espaço para a apresentação de obras científicas sobre temas relacionados às humanidades médicas, que poderão ser exibidas em formato de texto ou pôsteres e banners. A expectativa da Comissão do CFM é de que o espaço atraia especialmente docentes e estudantes de medicina para a discussão sobre o tema.
Entre os temas do concurso, a Comissão de humanidades do CFM sugere assuntos como humanidades e tecnociência, humanidades e os desafios na formação e prática médica, humanidades e cuidados paliativos, entre outros. As regras para submissão e exposição das obras estão previstas no edital publicado no Blog Humanos e também podem ser acessadas AQUI.
Confira abaixo a programação completa do encontro, com todas as atividades previstas.
VIII CONGRESSO BRASILEIRO DE HUMANIDADES MÉDICASFonte: Portal CFM, em 25.05.2023.